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Wednesday, August 17, 2005

Rendição aos factos

Já é sabido que a China criou "zonas especiais" para o investimento estrangeiro – impostos reduzidos e outros eventuais benefícios fiscais. Já se sabe também que a China decidiu não tocar em Hong Kong nem em Macau. Na verdade, Hong Kong, é citado muitas vezes como o país onde existe maior liberdade económica no mundo. Isto não é apenas do interesse de Hong Kong (que fez questão em manter a sua liberdade económica aquando da mudança da soberania) como da própria China comunista que sabe muito bem quais os diversos resultados das receitas financeiras. Agora, uma notícia do Público vem dar conta de mais uma vitória do capitalismo (pela evidência) sobre as ideologias que continuam a reinar.

Banco central da China permite acesso de empresas a mercados cambiais

"O banco central da China anunciou hoje que as maiores empresas do país podem negociar directamente nos mercados cambiais e revelou algumas das moedas estrangeiras do cabaz a que a moeda chinesa (yuan) se encontra indexada

(...)

O novo sistema acabou com o câmbio fixo entre o yuan e o dólar, que vigorava desde 1997, instituindo um regime cambial mais flexível, mais baseado na oferta e na procura do mercado, passando a haver uma referência em relação a um cabaz de moedas.

(...)

Segundo os analistas, estas decisões constituem pequenos passos da China no sentido de um sistema de economia de mercado, no seguimento do que tem sido feito nas últimas duas décadas."

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Já Milton Friedman referia esta vitória dos factos, sobre as ideologias em que as pessoas ainda querem acreditar, no seu famoso artigo publicado no Wall Street Journal em 2004. Um artigo importante.

The Battle's Half Won

"At the end of the war, opinion was predominantly collectivist. Socialism—defined as government ownership and operation of the means of production—was seen as both feasible and desirable. Those few of us who favored free markets and limited government were a beleaguered minority.

In subsequent decades opinion moved away from collectivism and toward a belief in free markets and limited government. By 1980 opinion had moved enough to enable Ronald Reagan to win the presidency on a quasi-libertarian agenda.

(...)

To summarize: After World War II, opinion was socialist and practice was free market; currently, opinion is free market and practice is heavily socialist. We have largely won the battle of ideas (though no such battle is ever won permanently); we have succeeded in stalling the progress of socialism, but we have not succeeded in reversing its course. We are still far from bringing practice into conformity with opinion.

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Se preferirem (ou vos der mais facilidade), o artigo encontra-se também publicado em castelhano na Ilustración Liberal.
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