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Thursday, August 25, 2005

A aleg(o)ria de Jardim

O DN publica hoje o escândalo geoeconómico do momento, a questão dos têxteis chineses. A UE, como boa entidade reguladora e proteccionista que é, nunca perderia uma oportunidade de estabelecer quotas (afinal, "há que proteger as economias nacionais!" ou qualquer coisa do género).

"Perto de 430 mil peças de vestuário e mais de 12,6 toneladas de material têxtil oriundo da China estão neste momento retidos nos portos portugueses. Os números, avançados pelo ministério das Finanças, representam uma pequena gota num oceano de muitos milhões de roupa e toneladas de têxteis que se encontram bloqueados nos portos europeus, devido às limitações decretadas pela União Europeia à entrada de alguns produtos da China."


A LD noticia também a situação em Espanha (que de acordo com o ministro francês do Comércio Exterior é o país mais prejudicado) e em França:

"Estas cifras no coinciden con las ofrecidas por el Ministerio francés de Comercio Exterior, que asegura que España es el país de la UE con más productos retenidos, con 15,9 millones de jerséis, 1,16 millones de pantalones y 16.860 camisas.

París calcula que en los puertos franceses hay retenidos 5,9 millones de jerséis, 1,2 millones de pantalones y 79.400 camisas, mientras que en el conjunto de la UE aguardan 58,6 millones de jerséis, 16,5 millones de pantalones y 272.200 camisas."


A culpada não é só a UE. São também o Estado português e os outros europeus por permitirem a situação. São os produtores nacionais que desejam manter as suas próprias quotas de mercado intocáveis e são os sindicatos que zelam (dizem eles) pelos trabalhadores.

Porque continua a existir um medo tão grande da liberdade?

Quem deve estar todo contente com as notícias é Alberto João Jardim que não queria mais chenêses no seu território. Como se pode chamar “Direita” ao PSD quando os seus elementos são contra as importações, a economia de mercado e a concorrência?
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