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Sunday, September 11, 2005

Futurologia para o CEI

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Segundo o PortugalDiário, foi ontem inaugurado o Centro de Estudos Ibéricos, uma iniciativa conjunta da Câmara da Guarda, do Instituto Politécnico da Guarda e das Universidades de Coimbra e de Salamanca.

O objectivo primário do CEI é a cooperação académica a nível do ensino, investigação e tudo o que envolva um factor cultural comum aos dois países ibéricos. As áreas em que esta cooperação vai incidir são para já as seguintes: Literatura, História, Filosofia, Geografia, Sociologia, Economia, Direito e Relações Internacionais.

Embora esta iniciativa seja de louvar, aguardam-se a qualquer momento comunicados exaltados de Ribeiro e Castro (CDS-PP), Alberto João Jardim (PSD) e Marques Mendes (PSD) acerca da invasão espanhola na cultura portuguesa, na economia portuguesa, etc. Claro que estes ditos líderes terão que explicar aos incultos cidadãos, como eu, por que razão Luís de Camões e Gil Vicente escreviam em castelhano. A razão pela qual a Galiza fala português e o português provém do galaico-português.

Seria também conveniente que explicassem o que faziam os Lusitanos na Meseta Central e todo o historial genético que é comum aos diversos povos da Península. Também teriam que explicar a razão pela qual o Português e o Castelhano têm uma sintaxe tão próxima e os departamentos de línguas em várias universidades inglesas e americanas ensinam "Spanish and Portuguese Studies" quanto à História e à Literatura, entre muitas outras coisas. Talvez também a existência de palavras como "esquerda" na Língua Portuguesa, palavra que provém de uma língua do outro lado da Península. Já agora, o Mirandês. Sim, porque os dialectos leoneses são de Espanha, não?

Muito para esclarecer. Até porque muita gente chama os espanhóis de nuestros hermanos mas não sabe muito bem porquê. No entanto, ódio xenófobo barato é o que por aí não falta, como se os espanhóis (ler castelhanos, bascos, catalães, galegos, extremenhos, etc.) fossem todos filhos do anticristo. Isto quando estamos a falar de povos que se misturaram mais entre si do que com o resto da Europa.

Mais uma vez se entende como a política e a ideia de Estado conseguem endrominar as mentes dos povos com extrema facilidade, até mesmo quando a zona do Portugal de hoje em dia foi repovoada após a Reconquista Cristã.
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