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Friday, December 16, 2005

Qualidade dos médicos portugueses

Pede-se um medicamento para os sintomas típicos de qualquer coisa como gripe: dores de garganta, febre, tosse, rouquidão, perda de voz, cefaleias.

Quando se chega a casa, verifica-se o folheto (coisa que a maioria das pessoas não faz por ter uma confiança cega nos médicos) apenas para constatar que o dito medicamento é indicado para tratar osteoartroses e dores menstruais*. Pelo meio das contra-indicações e efeitos secundários, pode ler-se também que, em alguns casos, houve fatalidades devido a reacções hepáticas.

A pergunta que sempre fica no ar (já é a terceira ou quarta vez que isto me acontece) é: porque insistem em frisar que um aluno, para ser médico, precisa de ter média superior a 18 para entrar na universidade? Porque se olha de lado para os que fogem para Salamanca, onde podem entrar com uma média mais baixa?

É que se os que têm média elevada cometem erros deste nível, que diferença pode fazer? Pelo contrário, se existissem mais, a concorrência seria maior e eles seriam forçados a tomar mais cuidado com as asneiras que fazem.

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* Será isto alguma medida igualitária do governo de Sócrates para sangrar ainda mais os contribuintes?
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