Pages

Friday, December 16, 2005

Pôr as leituras em dia

TEMAS PRESIDENCIAIS: LOUÇÃ E OS DEBATES - JPP

Louçã fez toda a sua vida política em grupos radicais nos quais o debate e a discussão, oral e por escrito, é sistemática e permanente. Como quadro trotsquista, actuando nos grupos trotsquistas portugueses e na Quarta Internacional, Louçã participou de parte inteira em grupos que não só são internacionalistas e cosmopolitas, como incluem gente muito brilhante e capaz, de que ele faz parte de pleno direito. Mais do que qualquer outro dos seus companheiros de corrida presidencial, Louçã tem milhares e milhares de horas de discussão por detrás, discussões muitas vezes duras, escolásticas, doutrinais, sobre nuances políticas exploradas até à exaustão. Se a isso somarmos a sua experiência académica, os seus hábitos de estudo e leitura, e a sua inteligência, temos a chave das suas capacidades.

[Concordo com o LR quando diz que este tipo se está a tornar cada vez mais perigoso. A somar a isso, as percentagens de votos do BE, que vão subindo]

Forbidden Colours - FCG

No final do jogo do último fim de semana, que opôs a Lazio ao Livorno, di Canio despediu-se dos adeptos fazendo a saudação romana — a habitual saudação fascista.

Está agora sujeito a um inquérito da FIGC (a federação italiana de futebol), acusado de racismo por colegas de equipa e de anti-semitismo pela comunidade judaica italiana. Paolo di Canio não negou o significado político do gesto, já foi multado em duas ocasiões anteriores por gestos semelhantes e nunca escondeu a sua admiração política por Mussolini.

(...)

O que me incomoda é a assimetria com que gestos e comportamentos desta natureza tendem a ser tratados: a indignação e o teor das acusações em resposta ao gesto de Paolo di Canio contrastam com o silêncio e a condescendência sobre o comportamento da claque do Livorno, que “brindou” os jogadores da Lazio com cânticos comunistas e punhos erguidos —a habitual saudação comunista. O Livorno foi multado em 20000€ mas porque um adepto não identificado lançou uma tocha contra o autocarro da Lazio antes do jogo.

A saudação romana despoletou um coro ululante de acusações de “fascismo” e a inscrição “Dux” que di Canio ostenta tatuada no braço foi imediatamente invocada como a “prova do herege”. Ao mesmo tempo considera-se “normal”e até “giro” que diversos jogadores ostentem tatuagens com a efígie de um criminoso como Che Guevara. Estas reacções são manifestações superficiais de duas opiniões, perigosamente falsas e frequentes na generalidade dos países da Europa ocidental.



Estado - Rui

Da necessidade de uma organização comunitária que defendesse os direitos individuais, que, se preservados, naturalmente resultariam em benefício de todos, rapidamente se chegou ao conceito de «interesse público», sem rosto nem destinatário directo, cuja determinação compete a quem detém o poder, ao sabor de ideologias, carismas, personalidades, ou seja, da arbitrariedade quase absoluta.

(...)

Numa sociedade liberal, o Estado não tem que existir como detentor monopolista da decisão pública, menos ainda deverá violentar aqueles a quem deve a sua existência. E podemos bem viver sem o modelo «soberanista» com que ele se configura, em benefício das «soberanias» individuais

Post a Comment