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Tuesday, February 28, 2006

Orçamento e impostos

Tastes great, more filling

The latest statistics on capital gains tax collections from the Congressional Budget Office show receipts are not down but way up. By 45 percent to be exact. As part of President Bush's 2003 investment tax cut package, the capital gains tax rate was reduced to 15 percent from 20 percent. Opponents predicted, as ever, that this would reduce tax revenue, says the Wall Street Journal.

Not even close. Here's what actually happened, says the Journal:

* This 25 percent reduction in the tax penalty on stock and other asset sales triggered a doubling of capital gains realizations, to $539 billion in 2005 from $269 billion in 2002.

* One influence was the increase in stock values over that time, thanks in part to the higher after-tax return on capital induced by the tax cuts.

But another cause for the windfall was almost certainly the "unlocking" effect from investors selling their existing asset holdings in order to realize some of their profits and pay taxes at the lower rate, explains the Journal. They could then turn around and buy new assets, hoping for higher rates of return. This "unlocking" promotes the efficiency of capital markets by redirecting investment into new and higher value-added companies.

It also yields a windfall for the Treasury, says the Journal:

* In 2002, the year before the tax cut, capital gains tax liabilities were $49 billion at the 20 percent rate.

* They rose slightly to $51 billion in 2003, then surged to $71 billion in 2004, and were estimated by CBO to have reached $80 billion last year -- all paid at the lower 15 percent rate. In short, the lower rate yielded more revenue.
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Tax cuts make money

Many people in Washington have long known a dirty little secret about tax-cut measures: When done right, they actually result in more money for the government, says U.S. Senator Bill Frist (R-Tenn.). Recent tax cuts bear this out:

* Since the Senate approved the last major tax relief bill in 2003, revenues have increased every year; in 2004 they went up 5.5 percent and last year they rose 14.5 percent, the largest increase in nearly 25 years.

* Total government collections increased more after President Bush's tax cuts that they did after President Clinton's 1994 tax hikes.

* In 2003, the Congressional Budget Office estimated that revenues would decline by $27 billion over the next two years; instead, the tax cut stimulated investment and increased revenues by $26 billion -- a $53 billion difference.

When the economy took a turn for the worse after the end of the dot-com bubble and the 9/11 attacks, high taxes limited economic growth and kept receipts down. Although Americans were making some of the largest per-household tax payments in the nation's history, revenues plummeted in 2002 and 2003. The 2003 tax cut restored the economy and resulted in quarter after quarter of strong growth, says Frist.

Frist says if we really want to avoid burdening future generations with debt, we need to reform entitlement programs and set them on a sustainable course. Unreformed, the combined budgets of Social Security, Medicare and Medicaid will consume all federal revenues within the lifetimes of today's college students. Frist believes a sensible low-tax policy that keeps the economy growing will play a major role in confronting our fiscal challenges.
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Moral da história: Não é prática corrente dos socialistas baixar impostos. Apesar de saberem que uma redução de impostos traz benefícios à economia e até uma receita fiscal maior, insistem em manter os impostos elevados. Isto acontece, provavelmente, por duas razões. A primeira encontra-se na necessidade que têm em se justificar perante o seu eleitorado, que espera que o governo cumpra um leque de tarefas sociais, económicas, militares, etc. para as quais, intuitivamente, seriam necessárias formas de financiamento bastante fiáveis. Uma redução dos impostos implica que o governo admita que anda a gastar demasiado ou que sugira que certos serviços ou "direitos" irão terminar porque são um gasto supérfluo. Outra possibilidade seria a redução dos ordenados e reformas dos cargos mais elevados da função pública mas isso raramente acontece e cria instabilidade interna.

A outra razão baseia-se simplesmente no facto de que um governo socialista não se importa com a situação económica e social do seu país, por mais difícil que seja admiti-lo para os que caem na crença naïf de pensar o oposto. Sabem já como funcionam os mais básicos princípios dos sistemas económicos (já passaram anos suficiente para tal) mas recusam-se a admiti-lo perante a generalidade do público, embora o conheçam pessoalmente demasiado bem. Provavelmente, sabem também que ganhariam mais em aliviar a carga fiscal, reduzindo também a dimensão da economia paralela - o que acabaria por gerar ainda mais receita - mas devido à primeira razão, não o podem praticar.

O que acontece é que estes governos socialistas sabem que o âmbito da sua eleição apenas lhes permite reduzir impostos quando a corda estiver próxima de romper e não for possível esticar mais. Antes dessa fase vêm os pedidos de sacrifícios e os avisos desesperados, por parte dos mais radicais, de que o fim do Estado social pode estar para breve.

Perante esta situação existem apenas duas soluções. Ou elegemos um governo que está ideologicamente interessado em levar para a frente um programa de raízes liberais ou observamos a forma como os sucessivos representatntes se arrastam até que o socialismo se comece a despedaçar por si próprio devido à sua insustentatbilidade económica intrínseca. Esta última situação é sempre a pior porque a melhor forma de matar um cancro é retirá-lo na sua fase inicial.

Artigos sobre a curva de Laffer (independentemente da corrente supply-side):

Lauffer curve in action (National Review)

The Laffer Curve: Past, Present, and Future (Heritage Foundation)

Laffer curve (Wikipedia)

La curva de Laffer (uma defesa "engraçada" e populista da redução de impostos pelo Movimiento Libertario da Costa Rica)

Revisiting and expanding the Laffer curve
(Strike The Root)
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