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Monday, April 12, 2010

ein Volk, ein Reich, ein Sprache

Este é um daqueles artigos surrealistas que de vez em quando aparecem na imprensa portuguesa:
Atraso na escolha do vocabulário oficial que contemple as alterações do Acordo Ortográfico, oferta excessiva de edições - que obrigará à intervenção do Governo -, falhas nos vocabulários já concluídos e perda de negócios penalizam agentes do sector e aplicação do tratado. (...)

D'Silvas Filho (...) recorre a este exemplo para demonstrar o que diz ser a clara diferença de actuação entre os responsáveis dos dois países, o que ameaça os interesses portugueses. "É tudo muito moroso. Mais uma vez, andamos, na língua, a reboque do Brasil", sustenta.

Aguardado desde o final do ano passado, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa elaborado pela ACL encontra-se, finalmente, em fase de conclusão do original e será em breve entregue à Imprensa Nacional.

Quando vir a luz do dia, estarão no mercado três dicionários - da ACL, da Porto Editora e do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC)-, o que vai obrigar a que o Governo decida, em conselho de ministros, qual vai ser o vocabulário adoptado.

A SLP teme, por isso, que essa oferta excessiva acabe por atrasar ainda mais a escolha do vocabulário oficial, o que acarreta consequências gravosas a vários níveis. (...)

Por disporem já de um vocabulário aprovado, as editoras brasileiras poderão entrar em força em seis dos oito países de língua oficial portuguesa, já que apenas Angola e Moçambique ainda não assinaram o III Protocolo Modificativo. "Enquanto isso acontece, as nossas editoras vão aguardando por uma lei na língua do Português europeu", observa D'Silvas Filho. (...)

Mesmo que o tratado seja adoptado nas escolas portuguesas só a partir do ano lectivo de 2012/2013, como afirmou a ministra da Educação, "é necessário que os professores se formem com antecedência e que as editoras vão preparando os manuais escolares".
Não há um vocabulário oficial da língua portuguesa? Há demasiados dicionários no mercado? E agora, o que vai ser das nossas vidas? Ainda bem que temos governos para tratar destas coisas. Afinal de contas, devem ter sido eles que criaram todos os milhares de línguas naturais que os humanos utilizaram para comunicar entre si ao longo da História.
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