Capa do The Portugal News de 16 de Janeiro
Wednesday, January 27, 2010
Wednesday, January 20, 2010
o big bang de 96
O português José Mourinho foi hoje considerado pela Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS) o quinto melhor treinador de todos os tempos, tendo o primeiro sido o escocês Alex Ferguson. (...)
A eleição foi feita tendo em consideração a votação organizada todos os anos pela IFFHS, desde 1996, para eleger os melhores treinadores e seleccionadores.
Wednesday, January 06, 2010
*som de chicotada*
Sócrates proíbe liberdade de voto
José Sócrates impediu hoje o grupo parlamentar do PS de votar livremente os projectos do BE e do PEV sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo. A imposição da disciplina de voto ocorreu num almoço que, na residência oficial de São Bento, juntou o líder do PS, o presidente da bancada parlamentar, Francisco Assis, e os seus vice-presidentes.
Sócrates, que invocou a unidade do partido, permite apenas algumas excepções (como Miguel Vale de Almeida, deputado independente e activista gay), atribuindo a Francisco Assis a tarefa de gerir essas excepções.
Os projectos do BE e do PEV admitem que os casais do mesmo sexo possam também adoptar crianças, direito que a proposta do Governo expressamente proíbe. Já cerca de uma dezena de deputados socialistas tinham declarados querer votar a favor desse projecto.
A única coisa que é relativamente surpreendente nesta notícia é o facto de estar a ser tão destacada pelo Pravda. Talvez já tenham descoberto que há uma fatia significativa da população portuguesa que se sente atraída por governantes com tiques autoritários. Mais alguns pormenores sobre o autêntico circo que é qualquer votação deste género na Assembleia da República podem ser lidos na versão do Público.
Wednesday, December 30, 2009
Memory hole
A verdade é que sempre estivemos em guerra com a Lestásia:
DN revela em primeira mão despachos do presidente do Supremo Tribunal. Noronha do Nascimento diz que houve "desconsideração" pela regras e por isso as escutas entre Vara e o primeiro-ministro têm de ser destruídas.
A posição de Noronha do Nascimento quanto ao teor das escutas foi esta: “O conteúdo dos 'produtos' em que interveio o PM, se pudesse ser considerado, não revela qual facto, circunstância ou referencia de ser entendido ou interpretado como indício ou sequer como uma sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão de ilícito criminal”, lê-se no despacho.
Friday, December 25, 2009
Santa's on his way
For more than 50 years, NORAD and its predecessor, the Continental Air Defense Command (CONAD) have tracked Santa’s Christmas Eve flight.
The tradition began in 1955 after a Colorado Springs-based Sears Roebuck & Co. advertisement for children to call Santa misprinted the telephone number. Instead of reaching Santa, the phone number put kids through to the CONAD Commander-in-Chief's operations "hotline." The Director of Operations at the time, Colonel Harry Shoup, had his staff check the radar for indications of Santa making his way south from the North Pole. Children who called were given updates on his location, and a tradition was born. (...)
Since that time, NORAD men, women, family and friends have selflessly volunteered their time to personally respond to Christmas Eve phone calls and emails from children. In addition, we now track Santa using the internet. Last year, millions of people who wanted to know Santa's whereabouts visited the NORAD Tracks Santa website.
Finally, media from all over the world rely on NORAD as a trusted source to provide Christmas Eve updates on Santa's journey.
Todos os anos, caças americanos e canadianos interceptam o trenó do Pai Natal e escoltam-no durante a sua entrada na América do Norte.
Thursday, December 24, 2009
Uma lição de simbologia natalícia
O bacalhau não tem qualquer paladar especialmente agradável. Apesar de os portugueses tipicamente reclamarem que existem mais de mil maneiras de cozinhar bacalhau, a fracção de pessoas que consome bacalhau durante o ano, nas suas variadas formas, é extremamente reduzida. Se o bacalhau é assim tão extraordinário, como geralmente os defensores da tradição sugerem que é, por forma a racionalizar a prática do seu consumo na consoada, por que razão não se come mais vezes durante o ano? Claro que se fosse este o caso, o bacalhau faria efectivamente parte do leque de pratos que constituem a dieta alimentar de muitos portugueses ao longo do ano, como, por exemplo, o famoso bitoque ou o frango assado. Isto levantaria um problema grave. Se a refeição da consoada é tão banal que é consumida com uma elevada frequência durante o resto do ano, o seu significado reduz-se significativamente. Como a maior parte das festividades humanas está geralmente ligada ao convívio social das refeições, não haveria uma sensação de Natal porque se não estaria a comer algo fora do comum. Seria apenas mais uma reunião de família, mas com decorações diferentes.
O que este raciocínio implica é que a manutenção de tradições como a consoada em países onde os agregados populacionais sejam particularmente vulneráveis aos efeitos da simbologia e a escassez alimentar não seja um problema (em cujos casos, as festividades, pelo contrário, envolvem refeições mais apetecíveis, mas também mais caras, e, portanto, impossíveis de sustentar com muita frequência ao longo do ano), qualquer comemoração muito relevante envolverá o consumo de um alimento não particularmente desejável do ponto de vista gastronómico, algo relativamente neutro que deixe a maior parte destas pessoas indiferentes. Um outro vector em que esta diferenciação ocorre é o sacrifício envolvido na preparação da refeição, o qual sinaliza, por via do esforço individual ou colectivo, a importância que se atribui ao festejo em causa. À luz desta proposição, mesmo que esse esforço não se traduza necessariamente numa melhoria significativa na qualidade da refeição (que provavelmente se encontra já comprometida à partida pela escolha do alimento a usar), não é particularmente estranho observar que preparação do bacalhau, no caso português, implica um esforço que se estende ao longo de várias horas, ou dias, devido ao processo de demolha. A aquisição de bacalhau ultracongelado, previamente demolhado e cortado é culturalmente punida. É possível observar um processo semelhante no caso da utilização de peru recheado para o dia de Acção de Graças no Estados Unidos, que, ironicamente, começou por ser um "festival da colheita", um aspecto que está relacionado com os antecedentes pagãos da actual comemoração do Natal nos países de maioria cristã.
Por tudo isto e algumas outras razões (como o facto de o consumo de bacalhau ter sido subsidiado durante o Estado Novo), hoje à noite, muitos de nós estarão a comer o fiel amigo sem grande entusiasmo. A propósito, os meus desejos de um feliz Natal para todos.
O que este raciocínio implica é que a manutenção de tradições como a consoada em países onde os agregados populacionais sejam particularmente vulneráveis aos efeitos da simbologia e a escassez alimentar não seja um problema (em cujos casos, as festividades, pelo contrário, envolvem refeições mais apetecíveis, mas também mais caras, e, portanto, impossíveis de sustentar com muita frequência ao longo do ano), qualquer comemoração muito relevante envolverá o consumo de um alimento não particularmente desejável do ponto de vista gastronómico, algo relativamente neutro que deixe a maior parte destas pessoas indiferentes. Um outro vector em que esta diferenciação ocorre é o sacrifício envolvido na preparação da refeição, o qual sinaliza, por via do esforço individual ou colectivo, a importância que se atribui ao festejo em causa. À luz desta proposição, mesmo que esse esforço não se traduza necessariamente numa melhoria significativa na qualidade da refeição (que provavelmente se encontra já comprometida à partida pela escolha do alimento a usar), não é particularmente estranho observar que preparação do bacalhau, no caso português, implica um esforço que se estende ao longo de várias horas, ou dias, devido ao processo de demolha. A aquisição de bacalhau ultracongelado, previamente demolhado e cortado é culturalmente punida. É possível observar um processo semelhante no caso da utilização de peru recheado para o dia de Acção de Graças no Estados Unidos, que, ironicamente, começou por ser um "festival da colheita", um aspecto que está relacionado com os antecedentes pagãos da actual comemoração do Natal nos países de maioria cristã.
Por tudo isto e algumas outras razões (como o facto de o consumo de bacalhau ter sido subsidiado durante o Estado Novo), hoje à noite, muitos de nós estarão a comer o fiel amigo sem grande entusiasmo. A propósito, os meus desejos de um feliz Natal para todos.
Tuesday, December 22, 2009
Wednesday, December 16, 2009
Samuelson e o planeamento central
Paul Samuelson, um dos vultos mais destacados da ciência económica do século passado, faleceu há poucos dias. Para além de contribuições nos mais variados campos da economia, uma das suas heranças ao mundo é o famigerado Economics, que, a certa altura da sua existência, de acordo com este artigo de Arnold Beichman, rezava da seguinte forma:
World-class economist Paul Samuelson, a Nobel laureate, wrote in the tenth edition of his textbook Economics: “It is a vulgar mistake to think that most people in Eastern Europe are miserable.” This, mind you, in the aftermath of the 1953 East German uprising, the 1956 Hungarian uprising and the Poznan protests in Poland, the 1968 revolution in Czechoslovakia— all suppressed with bloodshed by Soviet tanks. In the eleventh edition, he took out the word “vulgar.” In the 1985 twelfth edition, that entire passage had disappeared. Instead, he and his coauthor, William Nordhaus, substituted a sentence asking whether Soviet political repression was “worth the economic gains.” This non-question was identified as “one of the most profound dilemmas of human society.” After 70 years of Leninism, Stalinism, and Maoism that took at least 100 million lives, this was still a dilemma? (...)
At a time when the magnitude of the Soviet economic disaster was apparent even to the most willfully blind Marxists in Central Europe and the USSR, the 1985 Samuelson text offered this paragraph about the Soviet economy: "But it would be misleading to dwell on the shortcomings. Every economy has its contradictions and difficulties with incentives—witness the paradoxes raised by the separation of ownership and control in America. . . . What counts is results, and there can be no doubt that the Soviet planning system has been a powerful engine for economic growth".
O artigo merece ser lido porque Samuelson não é o único ilustre mencionado no que diz respeito a estas ilusões com a antiga União Soviética. A edição de 1989 do referido livro, dois anos antes do colapso da URSS, dizia ainda o seguinte:
"The Soviet economy is proof that, contrary to what many skeptics had earlier believed, a socialist command economy can function and even thrive"Assumindo que Samuelson não agia de má fé (uma grande concessão), este género de casos deve constituir um aviso sobre a facilidade com que, até indivíduos reconhecidos entre os seus pares como líderes, podem retirar conclusões que negam por completo conceitos elementares dos mecanismos de acção económica:
Kennan may have been the first to realize that a society based on Communism would not survive politically, but it was Ludwig von Mises, in his 1922 work Socialism, who demonstrated that any such society could not survive economically.
When a collection of free individuals — the market — is willing to pay a price for a product that creates “excess” profits, it signals producers to provide more of that product. If the market does not support a given price, producers are forced to redeploy their assets for more pressing social needs. Similarly, if a factor of production, such as labor or capital, changes in price, producers instantly react, sending signals — through the prices of intermediate goods — down to the consumer. Prices effortlessly allocate society’s assets to reflect consumer preference and adjust to accommodate the ever-changing availability of scarce resources.
Mises argued that governmental interference in prices, through taxation, subsidies, and regulation, complicates this process — affecting not only the consumption of final goods, but also the economic calculations that are necessary to provide intermediate goods and services. Higher-order division of labor fails. Poverty results. For example, while Chinese and Russian central planners were busy setting quotas for steel mills, there was no method for consumers to signal that they preferred food — and millions starved to death.
Saturday, December 05, 2009
Friday, November 27, 2009
o óbvio às vezes precisa de ser lembrado
While some useful insights follow from the assumption of an omnipotent, omniscient and benevolent policy maker, in reality it can give us very misleading ideas about the possibilities of beneficial policy intervention. It must be recognized that the actions of the state, and the feasible policies that it can choose, are often restricted by the same features of the economy that make the market outcome inefficient. (...)
For instance, if we know that markets will fail to be efficient in the presence of imperfect information, to establish the merit of government intervention it is crucial to know if a government subject to the same informational limitations can achieve a better outcome. Furthermore, a government managed by non-benevolent officials and subject to political constraints may fail to correct market failures and may instead introduce new costs of its own creation. It is important to recognize that this potential for government failure is as important as market failure and that both are often rooted in the same informational problems. At a very basic level, the force of coercion must underlie every government intervention in the economy. All policy acts take place, and in particular taxes are collected and industry is regulated, with this force in the background. But the very power to coerce raises the possibility of its misuse. Although the intention in creating this power is that its force should serve the general interest, nothing can guarantee that once public officials are given this monopoly of force, they will not try to abuse this power in their own interest.
Jean Hindriks e Gareth D. Myles, Intermediate Public Economics (p. 76)
Tuesday, November 24, 2009
Tem melhor aspecto vista de fora
Credit & Copyright: ESA (MPS for OSIRIS Team), MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA
Explanation: Goodbye Earth. Earlier this month, ESA's interplanetary Rosetta spacecraft zoomed past the Earth on its way back across the Solar System. Pictured above, Earth showed a bright crescent phase featuring the South Pole to the passing rocket ship. Launched from Earth in 2004, Rosetta used the gravity of the Earth to help propel it out past Mars and toward a 2014 rendezvous with Comet Churyumov-Gerasimenko. Last year, the robot spacecraft passed asteroid 2867 Steins, and next year it is scheduled to pass enigmatic asteroid 21 Lutetia. If all goes well, Rosetta will release a probe that will land on the 15-km diameter comet in 2014.
Thursday, November 19, 2009
Os Deuses Devem Estar Loucos
O programa Plano Inclinado de 11 de Novembro, um raro momento de (alguma) normalidade e realismo na televisão portuguesa. A duração é de 50 minutos e conta com a participação de Henrique Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato:
Thursday, November 12, 2009
You are still my bitch
A máquina ainda tentou sabotar o operação, obrigando-me a repetir três vezes o processo de obtenção das impressões digitais. Poderia ter sido o poder da sugestão a impedir que a epiderme mantivesse os relevos próprios das pontas dos dedos, mas duvido. Comentei que podíamos ficar por ali, uma vez que não fazia assim tanta questão de dar exemplares de impressões digitais a ninguém (ou, já agora, daquilo que parecia ser um digitalização - mal disfarçada de fotografia - da retina e da íris), mas, aparentemente, não foi muito convincente. Com ajuda de creme hidratante e muita paciência a coisa acabou por funcionar. E ainda tive de pagar no final. É como ser violado por um grupo de bandidos e ainda ter de agradecer quando eles se dão por satisfeitos. E dar-lhes o número de telemóvel para nos ligarem quando lhes apetecer (nesta parte, ao menos, deu para fingir que não tinha).
Trata-se de um pequeno plástico para controlar todos os tratamentos médicos que se recebem, onde se recebem, quem os concede e como o faz. Para saber em que escola se andou, durante quanto tempo se andou e designar para que estabelecimento de ensino se irá a seguir. Quanto se declara em termos fiscais, que tipo de trabalho se tem, e para quem é feito. Que propriedades, veículos e contas bancárias podemos ter em nosso nome. Que tipo de compras tentamos apresentar como deduções e em que quantidades. Quem são os progenitores e quanto devem eles receber por existirmos. Quanto devemos nós receber por termos filhos e a quanto teremos direito quando nos reformarmos. Quanto se deve obrigar o nosso empregador a pagar por nos empregar. Onde moramos, onde nascemos, quando nascemos - e, em conjugação com o cada vez mais idêntico irmão passaporte, por onde andamos e por quanto tempo o fazemos. E porquê. As relações amorosas que temos. Onde e quantas vezes votamos. Em que eleições votamos. Quanto mede a nossa estrutura óssea. Como é a nossa geometria facial, a cor do nosso cabelo, da nossa pele, dos nossos olhos. Como assinamos. Num futuro talvez não muito distante, a identificação inconfundível do veículo que conduzimos e da sua exacta localização. Para além das retinas, das íris e das impressões digitais, o nosso código genético. E com isso, as nossas doenças congénitas, as nossas propensões para doenças, comportamentos de dependência, tendências sexuais. Potenciais capacidades cognitivas e problemas psiquiátricos. Prováveis traços de personalidade...
Há dias em que é tão bom recordar que vivemos em liberdade e que a escravatura já foi abolida.
Trata-se de um pequeno plástico para controlar todos os tratamentos médicos que se recebem, onde se recebem, quem os concede e como o faz. Para saber em que escola se andou, durante quanto tempo se andou e designar para que estabelecimento de ensino se irá a seguir. Quanto se declara em termos fiscais, que tipo de trabalho se tem, e para quem é feito. Que propriedades, veículos e contas bancárias podemos ter em nosso nome. Que tipo de compras tentamos apresentar como deduções e em que quantidades. Quem são os progenitores e quanto devem eles receber por existirmos. Quanto devemos nós receber por termos filhos e a quanto teremos direito quando nos reformarmos. Quanto se deve obrigar o nosso empregador a pagar por nos empregar. Onde moramos, onde nascemos, quando nascemos - e, em conjugação com o cada vez mais idêntico irmão passaporte, por onde andamos e por quanto tempo o fazemos. E porquê. As relações amorosas que temos. Onde e quantas vezes votamos. Em que eleições votamos. Quanto mede a nossa estrutura óssea. Como é a nossa geometria facial, a cor do nosso cabelo, da nossa pele, dos nossos olhos. Como assinamos. Num futuro talvez não muito distante, a identificação inconfundível do veículo que conduzimos e da sua exacta localização. Para além das retinas, das íris e das impressões digitais, o nosso código genético. E com isso, as nossas doenças congénitas, as nossas propensões para doenças, comportamentos de dependência, tendências sexuais. Potenciais capacidades cognitivas e problemas psiquiátricos. Prováveis traços de personalidade...
Há dias em que é tão bom recordar que vivemos em liberdade e que a escravatura já foi abolida.
Tuesday, November 03, 2009
O princípio do fim
"Sometimes I like to compare the EU as a creation to the organisation of empire. We have the dimension of empire," (...) "What we have is the first non-imperial empire," said the centre-right Mr Barroso, who was formally Portugal's prime minister. (11 de Julho de 2007)
Wednesday, October 28, 2009
Diz que é uma espécie de democracia liberal
Um regulador controlado pelo executivo que exclusivamente decide quem tem o direito a transmissões televisivas em sinal aberto. Um tribunal que impede o executivo de atribuir mais licenças:
Graças a esta decisão judicial, da qual a empresa foi notificada esta terça-feira, «o Estado fica proibido de abrir um novo concurso para atribuição de uma licença de televisão para o quinto canal», enquanto não estiver decidida a acção principal.
Recorde-se que tanto a Telecinco como a Zon – os dois concorrentes ao quinto canal – foram excluídas do concurso pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que entendeu que estas não cumpriam os requisitos necessários para conseguir a licença.
E depois há quem diga que não entende quando se critica a falta de liberdade de imprensa. Mas esta é ainda melhor:
Calendário dita decisões no Banco de Portugal, CMVM, ASAE e em empresas como EDP e Galp.
A coreografia está a cargo do novo Governo de José Sócrates e entre os bailarinos haverá os que transitam da anterior peça e as novidades que ganham um lugar novo. Por caprichos de calendário, até ao final do seu mandato, o primeiro-ministro terá, pelo menos, 19 altos cargos no Estado, ou na sua dependência, para escolher, sem contar com os 390 dirigentes superiores que caem obrigatoriamente com a tomada de posse de um novo Governo e terão que ser reconduzidos ou substituídos.
Há lugares importantes para preencher com nomes de total confiança política, entre eles o de governador do Banco de Portugal, presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários ou presidente da RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, o organismo responsável por todo o projecto do TGV liderado por Luís Pardal, que termina o mandato no final deste ano.
Portugal dava um case study espectacular sobre separação de poderes.
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