Monday, July 12, 2010
Sunday, July 04, 2010
Exploded British Day
E agora, para realmente animar as hostes:
For two generations after post-war reconstruction, Europe and America have moved in different economic directions. The American model favored growth, income, and vibrancy; the European model was said to favor fairness, equality, and stability. The long-term superiority of the American model with regard to growth was well-established before the financial crisis, but the extent of that superiority may be surprising to some.
In 2008, the average resident of the troubled state of Michigan, as well as 40 other American states, was richer than the average resident of Austria. Germany leads the European bailout but the average German, and the average Brit, is poorer than the average person in Alabama. In terms of personal income, Germany bailing out Greece is equivalent to Alabama bailing out Mississippi.
It is especially relevant that Europe’s trouble spots – Greece, Italy, Portugal, and Spain – all have income lower than West Virginia, the second-poorest American state. They have been attempting to support a much more extensive welfare state than the U.S. on a much weaker economic foundation.
That worked when Europe was growing on its own and when Europe benefited from strong American growth, for example via German exports to the U.S. Now too much social spending and not enough growth has brought Europe less wealth and dynamism but also less stability and, many on both sides of the bailout would argue, less fairness.
Wednesday, June 30, 2010
Thursday, June 24, 2010
Regresso ao Futuro
Portugal só sai da recessão em 2012, diz a Ernst & Young
Apesar do "inesperado" crescimento de 1,1 por cento registado no primeiro trimestre, avisa a consultora, esta dinâmica económica não irá manter-se no resto do ano nem no próximo, influenciada negativamente pela crise da dívida na zona euro e pelo programa de consolidação orçamental que o Governo colocou em curso.
O outlook para Portugal que a Ernst & Young hoje divulga aponta para um recuo de 1,1 por cento do produto interno bruto (PIB) este ano, a que se seguirá uma recessão ainda mais profunda em 2011 (1,5 por cento). O regresso a um cenário de crescimento só acontecerá em 2012, com a riqueza gerada em Portugal a conseguir um incremento de 1,1 por cento face ao ano precedente.
Este quadro constitui um completo banho de água gelada face às previsões do Governo e do Banco de Portugal. No Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) que entregou em Bruxelas, o executivo aponta para um crescimento de 0,7 por cento este ano e de 0,9 por cento em 2011. Já o banco central é menos optimista, apontando para um ganho do PIB de 0,4 por cento no ano em curso e de 0,8 por cento no que vem.
Em 1998, segundo os dados do Eurostat, o PIB português era 79% da média da União Europeia (25 países). Em 2009, 11 anos depois, o PIB português em relação à média tinha regredido um ponto percentual, para 78%. Com estas previsões da E&Y, a menos que as coisas mudem de figura até 2018, Portugal está a dirigir-se para a sua segunda década perdida. Atrás de Portugal, só restam antigos países comunistas da Europa de Leste [pdf], sendo que alguns deles, como a Estónia e a Hungria, não deverão demorar muito a fazer aquilo que a República Checa, Malta e a Eslováquia já fizeram.
Tuesday, June 15, 2010
Saturday, April 24, 2010
Sunday, April 18, 2010
a arrogância fatal
O Eyjafjallajökull tem estado por aí a expelir uma nuvem de cinza há uns dias, causando perdas diárias de dezenas de milhões de euros, e ninguém sabe exactamente quando vai parar. Uns dizem que talvez mais uma semana, outros sugerem que, se for como a última erupção do séc. XIX, pode durar dois anos de forma intermitente. Outros dizem que de momento é impossível fazer qualquer previsão realista. É importante notar que, com a informação de que se dispõe e usando os modelos geofísicos mais modernos, não se consegue sequer prever quanto vai durar uma erupção mínima de um vulcão de relevância duvidosa (já alguém tinha visto aquele nome antes?), mas que, mesmo assim, pode ter uma influência significativa no arrefecimento do clima terrestre, como já aconteceu com outras erupções no passado. No entanto, todos os dias a imprensa nos diz que podemos saber exactamente como vai ser o clima terrestre daqui a 50 ou 100 anos e que devemos tomar medidas castradoras no presente para evitar esse cenário apocalíptico praticamente inevitável. Isto é um exemplo clássico de húbris.
Wednesday, April 14, 2010
desde que seja chinoca, não faz mal
Segundo a imprensa internacional, a contagem de mortos devido ao terramoto em Yushu vai em cerca de 400 pessoas. A notícia em grande destaque no Sapo é "Não há registo de portugueses na região", afirma Embaixador em Pequim (Lusa)", com o seguinte lead: "A Embaixada de Portugal em Pequim desconhece a existência de portugueses na região da China atingida hoje por um sismo que causou cerca de 300 mortos e 8000 feridos, disse à agência Lusa o embaixador Rui Quartin Santos.". OK, ainda bem que agora já podemos todos voltar às nossas tarefas quotidianas e esquecer o assunto.
Tuesday, April 13, 2010
Quem não deve, não teme
Nem sequer na casa de banho:
You can imagine my surprise after I paid my 50pence to use the public bathroom, walked in and found myself staring at not just one but three ceiling mounted video surveillance cameras. I had to get real close to their enclosures to convince myself that I wasn't seeing things. Not only was it really there, but it was a Pan-Tilt-Zoom model with a microphone to top it off. Must get some great noises coming from there. It has also been reported that London officials are now installing cameras with speakers to allow them to talk as well as see and listen. Perhaps its just me, but I had absolutely no idea that this was legal anywhere, let alone in downtown London, UK. Sure I knew that London has more cameras per square mile than any other country on the planet, but in bathrooms?! How are they getting away with that one? It is appalling!
According to the London Assembly of Liberal Democrats, London has been outfitted with over 500,000 surveillance cameras. Other put the number much higher at 1.4million cameras but nobody is telling what the real number is. Another few 10,000 cameras have been installed in taxis and police cars as well. Sounds a bit big brother to me folks, downright scary in fact. Now it gets scarier when you consider that the vast majority of these camera feeds are not sent encrypted across the wire. This makes hacking these video feeds trivial, just a simple wire tap.
Monday, April 12, 2010
ein Volk, ein Reich, ein Sprache
Este é um daqueles artigos surrealistas que de vez em quando aparecem na imprensa portuguesa:
Atraso na escolha do vocabulário oficial que contemple as alterações do Acordo Ortográfico, oferta excessiva de edições - que obrigará à intervenção do Governo -, falhas nos vocabulários já concluídos e perda de negócios penalizam agentes do sector e aplicação do tratado. (...)
D'Silvas Filho (...) recorre a este exemplo para demonstrar o que diz ser a clara diferença de actuação entre os responsáveis dos dois países, o que ameaça os interesses portugueses. "É tudo muito moroso. Mais uma vez, andamos, na língua, a reboque do Brasil", sustenta.
Aguardado desde o final do ano passado, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa elaborado pela ACL encontra-se, finalmente, em fase de conclusão do original e será em breveentregue à Imprensa Nacional.
Quando vir a luz do dia, estarão no mercado três dicionários - da ACL, da Porto Editora e do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC)-, o que vai obrigar a que o Governo decida, em conselho de ministros, qual vai ser o vocabulário adoptado.
A SLP teme, por isso, que essa oferta excessiva acabe por atrasar ainda mais a escolha do vocabulário oficial, o que acarreta consequências gravosas a vários níveis. (...)
Por disporem já de um vocabulário aprovado, as editoras brasileiras poderão entrar em força em seis dos oito países de língua oficial portuguesa, já que apenas Angola e Moçambique ainda não assinaram o III Protocolo Modificativo. "Enquanto isso acontece, as nossas editoras vão aguardando por uma lei na língua do Português europeu", observa D'Silvas Filho. (...)
Mesmo que o tratado seja adoptado nas escolas portuguesas só a partir do ano lectivo de 2012/2013, como afirmou a ministra da Educação, "é necessário que os professores se formem com antecedência e que as editoras vão preparando os manuais escolares".
Não há um vocabulário oficial da língua portuguesa? Há demasiados dicionários no mercado? E agora, o que vai ser das nossas vidas? Ainda bem que temos governos para tratar destas coisas. Afinal de contas, devem ter sido eles que criaram todos os milhares de línguas naturais que os humanos utilizaram para comunicar entre si ao longo da História.
Saturday, April 10, 2010
Assim já fico mais descansado
"Mr Putin said he would personally oversee the investigation into the crash and that the bodies of the victims would be taken to Moscow for identification." [BBC News]
Tuesday, March 09, 2010
Friday, March 05, 2010
Um país à deriva IV
Um país à deriva é um país que, à falta de melhores adjectivos que o categorizem, cada vez tem maiores dificuldades em encontrar novas metáforas que descrevam de forma mais ilustrativa a sua situação, suplantando as anteriores.
Um país à deriva III
Se eu fosse natural de um país em que os residentes originários de outros países sistemática e exclusivamente citassem o clima local como o seu grande motivo para terem decidido mudar-se para esse país, começaria a ficar preocupado.
Monday, March 01, 2010
5 anos de insurgências
As pessoas costumam dizer que algo que acontece há muito tempo lhes parece 'ter sido ontem', possivelmente para denotar o prazer sentido durante esse período, o qual não lhes custou praticamente nada a passar. 2005 não me 'parece que foi ontem'. Muita coisa aconteceu entretanto, sendo a vasta maioria lastimosa. Contudo, recordo-me perfeitamente de ter descoberto O Insurgente em 2005 e, a partir daí, ter dificuldade em não visitar diariamente aquele que para mim era - e continuar a ser - o melhor blogue português em existência. Portugal faz-me muitas vezes perguntar se realmente faz parte de uma cultura representativa da Europa ocidental. Uma cultura, comparativamente, tão legalista, conformista, reverencial perante o autoritarismo e as hierarquias políticas e sociais, socialista, mercantilista, bisbilhoteira, invejosa, sexista, nacionalista e xenófoba - no fundo, colectivista - seria mais expectável num contexto eslavo ou mesmo escandinavo - mas isto é provavelmente uma associação injusta dado que vários países escandinavos ou eslavos já demonstraram, em muitos aspectos, não ser tão surrealistas como muitas vezes é a vida em Portugal.
Como em todos estes casos, os países que mais necessitam de insurgências são aqueles que estão menos aptos a gerá-las, aqueles em que a população está menos disposta a perder preciosas horas das suas vidas em troca da desconfortável e desgastante luta contra o poder quase ilimitado daqueles que pretendem controlar, do berço à cova, as nossas vidas. Se assim não fosse, estes países não estariam certamente tão necessitados. Nesse sentido, O Insurgente é um pequeno e vital farol num deserto costeiro de ideias e princípios. Um farol que fez esta semana cinco anos e ao qual tive muito prazer em juntar-me quando os que me precederam tomaram a decisão pouco sábia de me convidar para fazer parte das fileiras. Espero poder continuar a lê-lo durante muitos mais lustros, mas penso que o melhor elogio que poderia fazer a'O Insurgente será mesmo sugerir que gostaria que um dia se tornasse num blogue tão lido e procurado pela população portuguesa/lusófona, que, consequentemente, deixasse de ser necessário.
Como em todos estes casos, os países que mais necessitam de insurgências são aqueles que estão menos aptos a gerá-las, aqueles em que a população está menos disposta a perder preciosas horas das suas vidas em troca da desconfortável e desgastante luta contra o poder quase ilimitado daqueles que pretendem controlar, do berço à cova, as nossas vidas. Se assim não fosse, estes países não estariam certamente tão necessitados. Nesse sentido, O Insurgente é um pequeno e vital farol num deserto costeiro de ideias e princípios. Um farol que fez esta semana cinco anos e ao qual tive muito prazer em juntar-me quando os que me precederam tomaram a decisão pouco sábia de me convidar para fazer parte das fileiras. Espero poder continuar a lê-lo durante muitos mais lustros, mas penso que o melhor elogio que poderia fazer a'O Insurgente será mesmo sugerir que gostaria que um dia se tornasse num blogue tão lido e procurado pela população portuguesa/lusófona, que, consequentemente, deixasse de ser necessário.
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