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Saturday, March 25, 2006

Privatizar a água

Um artigo sobre a privatização dos recursos hídricos em Espanha mas que pode perfeitamente aplicar-se ao caso português, especialmente à histeria colectiva que se sofre no Verão de cada vez que se dá uma seca e é necessário apelar ao "civismo" dos consumidores.

¿Por qué hay que privatizar el agua en España? (Juan Ramón Rallo)

"Cuando se plantea la necesidad de privatizar el agua saltan todas las alarmas. ¿Por qué debe privatizarse un bien necesario para la vida? La respuesta es sencilla: precisamente porque el agua es necesaria para vivir debe ser privatizada. Ya que el gobierno emponzoña todo lo que toca, mejor será que nos moleste en las áreas menos importantes de nuestra vida.

(...)

Aun sin pretender ser exhaustivo, la privatización del agua redundaría en nuestro beneficio de tres formas diferentes.

La primera y más evidente es que los usos del agua mejorarían. España es un país con grandes plantaciones agrícolas que utilizan métodos de inundación dado los bajos precios del agua. Esto supone un despilfarro evidente por cuanto muchas de esas plantaciones dejarían de ser rentables en caso de que el precio del agua no estuviera subvencionado por la Administración. Los períodos de sequía y la sobreexplotación y salinización de acuíferos que sufre nuestro país son una consecuencia de un precio del agua demasiado bajo. Si le preocupa nuestro medio ambiente, defienda la privatización del agua.

La segunda mejora tendría lugar en la calidad del agua corriente. Las distintas administraciones del Estado carecen de incentivos para mejorar y mantener un suministro de calidad, hasta el punto de que en algunas ciudades el agua roza los límites de la potabilidad. Dado que los ingresos del Estado no dependen de la correcta satisfacción de nuestras necesidades (sino de la cantidad de impuestos que sean capaces de rapiñar) no se genera una efectiva competencia entre los distintos proveedores de agua que impulse una mejora de su calidad.

Por último, la privatización del agua permitiría una correcta imputación de los precios y de la rentabilidad esperada a los distintos bienes de capital que coadyuvan al suministro de agua. Hoy en día las inversiones en pantanos, salinizadoras, tuberías y trasvases diversos se hacen sin ton ni son. El Estado ignora si estas obras son rentables (y cuál de sus estructuras tecnológicas y trazados es más rentable), precisamente porque no existe un precio del agua que permita calcular su valor presente."

Friday, March 24, 2006

EUA vs. Europa

GOD VERSUS THE STATE

"Of course, Continental Europe is different from the US. What Americans see as naturally paired -- individualism with tradition, Christian fundamentalism with open markets -- have been separated in Europe since the Thirty Years War. In America, the individual came before the state, in theory and in chronology.In Europe after the Thirty Years War, for want of a strong middle class, rebuilding society was a matter for princes and the royal elite.

In American tradition, the only power looking out for everyone is an individual God. In Europe, the state is the basis and goal of every social structure. Europe wasn't built by land-hungry colonists plunging into an unknown world, but by French kings and their Habsburg cousins, trying to forge a stable society from the ashes of the (bitterly religious) Thirty Years War. The still-virulent mercantilism of leaders like French President Jacques Chirac and French Interior Minister Nicolas Sarkozy has its roots in this past.

(...)


That's the difference between the US and Germany: Americans are used to minimal government, but for Germans, after two world wars and the collapse of almost every religious certainty, the welfare state has become a spiritual necessity, which can be reformed but not revolutionized without damage to the collective soul."

La solution pour la France



Jovens estudantes, estão dispostos a aceitar o desafio Actimel?*

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*[Cientificamente testado em laboratórios gauleses, L. Casei Imunitass provou ser, ao fim de poucas semanas de consumo, um elemento importante para a manutenção de sectores estratégicos da economia francesa e, em simultâneo, um regulador do equilíbrio emocional e psicológico em 94% dos casos]

Thursday, March 23, 2006

iPortugal

Portugal é definitivamente um país de timoneiros iluminados. Há tempos atrás, Jorge Sampaio dizia que eram necessários mais licenciados para incentivar a economia e o emprego (ficámos a saber que a atribuição de um diploma académico tem uma correlação directa e é uma causa do crescimento real do PIB), José Sócrates está sempre a falar da inovação tecnológica que estimulará a economia - daí a justificação do Plano - e, há dias, o ministro da agricultura Jaime Silva afirmou que Portugal devia apostar na floresta.

Há um padrão interessante em toda esta balbuciação colectiva. Se perguntarmos ao Zé do café, ele dirá que Portugal precisa de investir no Brasil. O Carlos da mercearia acha que Portugal devia investir mais em vinicultura, o Manel na indústria automóvel e a Maria, num acesso mercantilista, pensa que Portugal devia era estimular a indústria para aumentar as exportações. O Victor, por sua vez, crê que se apoiarmos mais a investigação científica estaremos no melhor caminho para o desenvolvimento.

Todos eles têm uma opinião mas nenhum deles está a discutir o destino do seu próprio dinheiro. De forma semelhante a todos os governantes de bancada que Portugal tem, os verdadeiros governantes sentem-se à vontade para falar das áreas em que deve ser aplicado o dinheiro que é extraído coercivamente aos cidadãos. E porque acontece isto? Simplesmente porque não é um produto do seu trabalho mas sim do dos outros.

Não existe lógica alguma associada a estas afirmações já que os sectores mencionados são quase sempre escolhidos aleatoriamente ou citados com base em falácias económicas. Se estes investimentos fossem realmente importantes, não seria necessário recorrer a fundos recolhidos pelo Estado para criar um mercado mais activo. Se estes investimentos fossem realmente relevantes, todas estas pessoas estariam - em vez de sugerir aos outros o que deveriam fazer ou gerir irresponsavelmente as aplicações dos impostos dos contribuintes - a esconder muito bem as suas intenções e a aproveitar a tal oportunidade indiscutivelmente benéfica para si mesmas.

Como a actividade não é assim tão imprescindível e indispensável como a querem fazer passar - porque não oferece ou adiciona qualquer vantagem significativa ao público-alvo a que é dirigida ou os eventuais riscos são demasiado elevados (o que, por si, denota a fragilidade e incerteza associada ao investimento) - limitam-se a gastar o dinheiro dos outros para causar ainda mais estragos ou a tentar especular e indicar aos outros o que fazer.

Jogar aos planos quinquenais pode ser muito divertido mas a realidade não é um jogo de computador. Existem bens que são mais ou menos valorizados por cada um dos indivíduos consoante as suas necessidades pessoais. Subsidiar a produção de um determinado bem de consumo ou serviço como se fosse algo de extrema importância é, para além de queimar dinheiro e usá-lo para pegar fogo à casa, dar uma noção errada a toda a sociedade e ao mercado de quais as prioridades que estão a ser definidas pelos consumidores, naquele dado instante, como mais essenciais (um discurso em muito semelhante ao da "confiança").

Remember, remember the 5th of November




"What we need right now is a clear message to the people of this country. This message must be read in every newspaper, seen on every television"

(...)

"I want everyone to remember why they need us!"



"People shouldn't be afraid of their governments. Governments should be afraid of their people"

Wednesday, March 22, 2006

2 caules, 1 raiz

El Che suplanta a Rudolf Hess

"Los símbolos y la indumentaria de los jóvenes neonazis alemanes se ven invadidos por la efigie del revolucionario argentino, banderas rojas y pañuelos palestinos

El fenómeno llama la atención desde hace varios años: en las manifestaciones de neonazis alemanes hay cada vez más banderas rojas, pañuelos palestinos y camisetas con la efigie del Che Guevara. Si bien es cierto que por ejemplo la ultraderecha de Jean-Marie Le Pen en Francia no le hace ascos a una retórica antiimperialista que distinguía antes a la izquierda revolucionaria, en la mayoría de países europeos sigue predominando el clásico cabeza rapada. En Alemania, lo que a primera vista puede parecer una ensalada ideológica muy mal aliñada va en realidad mucho más allá de la anécdota y responde al cambio de estrategia de un movimiento neonazi cada vez más dividido, que busca consolidarse en la sociedad civil y ampliar su influencia política.

(...)

En su oficina de Berlín, Korgel nos enseñó decenas de fotos callejeras de neonazis absolutamente irreconocibles como tales. Pañuelo palestino al cuello, camiseta del Che Guevara, bandera de Irak en ristre y barbita de chivo. Hasta los eslóganes y el vocabulario que utilizan muchos de ellos (el verbo inglés «smash», usado con el significado de «aplastar» al enemigo político) eran hasta ahora patrimonio exclusivo del revolucionario izquierdista.

En cuanto a los temas que esta nueva ultraderecha discute cada vez con más ahínco se cuentan la guerra de Irak, la ocupación israelí y la globalización, que permiten dar rienda suelta a los clásicos estereotipos antisemitas sin necesidad de pronunciarlos abiertamente. «El antisemitismo es, de hecho, una pinza que aglutina casi todos los temas», explica Korgel, aunque precisa que este antisemitismo de nuevo cuño no ha desplazado del todo al de carácter puramente racista que caracterizó al régimen nazi en Alemania."

(via Road to Freedom)

Escândalo do dia

O governo português subsidia a indústria norte-americana que deslocaliza as suas empresas para explorar a mão-de-obra asiática a baixo custo.

Tuesday, March 21, 2006

Dois mundos diferentes

Le défi américain de Jorge A. Vasconellos e Sá

A diferença entre o PIB ‘per capita’ dos EUA e da Europa tem vindo a acentuar-se mesmo depois dos ‘show-offs’ de Lisboa (2000) e Barcelona (2002).

”Le défi americain” é o nome do ‘best-seller’ da década de 60 de S. Schreiber, o qual defendia uma tese simples: a Europa estava a perder a batalha económica com os EUA.

Quarenta anos depois tem igual razão? Não. Tem ainda mais razão. A diferença entre o PIB ‘per capita’ (a PPC) dos EUA e da Europa tem vindo a acentuar-se Mesmo depois dos ‘show-offs’ de Lisboa (2000) e Barcelona (2002). O valor europeu não passa hoje de 70% do americano. A Europa diverge dos EUA.

(...)

Porque enquanto o mercado americano tem duas características amigas da inovação: liberdade e simplicidade, a Europa substitui-as pela regulamentação e burocracia. Donde, enquanto as políticas americanas são fonte de progresso, as europeias vivem obcecadas com o controlo de custos, e preços.

(...)

Perante este fracasso de controlo de custos, que fazem os governos europeus? Introduzem mais e mais medidas. Logo, não há estabilidade para as empresas desenvolverem a sua actividade. E assim elas emigram. Votam com os pés. Tudo isto constitui uma lição especialmente importante para Portugal.

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Estudo Timbro de 2004 (já mencionado aqui várias vezes):

EU versus USA

If the European Union
were a state in the USA it would belong to the poorest group of states. France, Italy, Great Britain and Germany have lower GDP per capita than all but four of the states in the United States. In fact, GDP per capita is lower in the vast majority of the EU-countries (EU 15) than in most of the individual American states. This puts Europeans at a level of prosperity on par with states such as Arkansas, Mississippi and West Virginia. Only the miniscule country of Luxembourg has higher per capita GDP than the average state in the USA. The results of the new study represent a grave critique of European economic policy.

Stark differences become apparent when comparing official economic statistics. Europe lags behind the USA when comparing GDP per capita and GDP growth rates.

"Tenemos un proyecto estratégico"

Uma corajosa equipa norueguesa da TV2 tenta entender o paradoxo da Venezuela de Chávez. Por um lado, todos sabem que o presidente combate a pobreza e ajuda os mais desprotegidos. Por outro, o que se observa fora dos discursos propagandistas é precisamente o contrário. Neste vídeo (também uma oportunidade interessante para ouvir Bokmål), podemos ver um médico completamente desesperado com a situação e a reacção do defensor do socialismo do século XXI.


Esperemos que nada de mal tenha acontecido àquele médico. Outros vídeos no YouTube sobre a Venezuela:

- Los derechos humanos en Venezuela

- Miseria y Hambre en Venezuela

Saturday, March 18, 2006

Jornalismo de causas = pouca informação?

Portugal Joins Growing International Collaboration Building the Pierre Auger Observatory

«Malarguë, Argentina—The Pierre Auger Cosmic Ray Observatory will formally welcome Portugal’s Laboratory of Instrumentation and Experimental Particle Physics as its newest member institution during the collaboration meetings 15-19 March in Malarguë, Argentina, site of the world’s largest cosmic ray detector array.

(...)

"Portugal is proud of joining the Auger collaboration," said Jose Mariano Gago, Portugal’s Minister of Science and Technology. "Having joined CERN in 1985, Portugal has initially focused its scientific and technical efforts in the CERN Programme. More recently, however, coordinated activities on astroparticle physics were also actively pursued. Cosmic ray physics is an old field, renewed by experiment and theory, and is an exciting and unique frontier of observation of the cosmos. I would like to congratulate Auger collaborators for their vision and efforts and I wish all the best to the new Portuguese team in Auger."»

Procurei pela notícia no Sapo Notícias e no Google News sem sucesso. As secções de ciência nada mostram. O Ciência Hoje nada diz e o mesmo se aplica à secção de Física do 2010. Uma rápida pesquisa na blogosfera em português usando o Googlesearch também não mostra nada. Última tentativa? Ir à página do próprio LIP para tentar ver se se dizia alguma coisa. Ao entrar na categoria de novidades do LIP, sou redireccionado para uma página em inglês com 2 "announcements", um de 2000 e o outro de 2002. Uma das ligações não funciona e a outra é para o CERN.

Existem jornalistas a sério em Portugal? Daqueles que dão notícias? Porque julgam sempre os ministros que podem falar em nome dos habitantes dos países que governam sem legitimidade absoluta? Como podem os portugueses estar orgulhosos de uma coisa que não souberam por ninguém a não ser que tenham cometido o improvável acto de consultar as notícias do Observatório Pierre Auger ou ler o Interactions (ambos em inglês)?

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Nota: A quem possa interessar, foram recentemente divulgados os dados do 3º ano do WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe). Esta bonita foto abaixo (NASA/WMAP Science Team) é o aspecto do nosso Universo primordial visto através da radiação de fundo.



Segundo estes dados, as novas previsões para a composição do Universo ficam assim divididas nas seguintes percentagens:



Não se conhece precisamente algo como 96% do que compõe o Universo e aqueles 4% são maioritariamente formados por hidrogénio e hélio livres. Faz qualquer ser humano acreditar no antropocentrismo.

Mais informações:

  • Página oficial da NASA sobre o WMAP
  • LAMBDA (Legacy Archive for Microwave Background Data Analysis) com mais informações e artigos sobre o WMAP e outras experiências anteriores relacionadas com a radiação cósmica de fundo como o pobre, famoso, já reformado mas ainda em órbita COBE)

Consórcio privado

Continuo muito bem sem entender a razão de tanto protesto por parte dos estudantes franceses. Com qualidades daquelas, qualquer olheiro das células terroristas da Al-Qaeda os coloca na lista de recrutas a contratar.

É verdade que pode ser um emprego precário mas também pode ser uma oportunidade única de garantir um contrato indefinido que dure o resto das suas vidas.

Thursday, March 16, 2006

PIB, inflação, riqueza

Más ricos de lo que pensamos
José Carlos Rodríguez

"El progreso económico es tan rico, tan amplio y caleidoscópico que se resiste a ser atrapado en un indicador como los cambios en el producto interior bruto.

Por ejemplo. Si damos el dato de que el PIB por habitante en Chile se ha doblado en los últimos 12 años en términos reales, podemos hacernos una idea intuitiva de lo que ha pasado en ese tiempo: la renta de los chilenos, medida en dólares, es groso modo del doble. Pero la realidad es mucho más compleja que eso. Porque para acercarnos a la realidad hemos descontado la inflación, el aumento generalizado de los precios. Lo que nos interesa es en realidad qué compran con ese dinero. Pero la inflación solo puede captar, torpemente, el precio de los bienes, no la calidad de los mismos. Cuando los organismos públicos hacen una “cesta de la compra” y crean una categoría para productos informáticos, no distinguen entre un 386 y un Intel de doble núcleo, los dos entran por igual en la misma casilla. En realidad, a medida que pasa el tiempo, la mejora tecnológica nos hace la vida más fácil y cómoda y nos permite hacer más cosas que antes, un progreso que se les escapa necesariamente a los esforzados funcionarios que clasifican los bienes y registran los precios.

No es la única razón por la que los datos macroeconómicos son incapaces de captar en toda su riqueza el progreso económico. Dos economistas, Christian Broda y David Weinstein han hecho un estudio ingenioso, en el que se preguntan precisamente si los datos no estarán dando una impresión errónea de los beneficios de la globalización para los Estados Unidos, su país. Ellos han encontrado que en 1972, los Estados Unidos importaban 7.800 tipos diferentes de bienes, cada uno de ellos importados desde seis países de media. Para 2001 los datos son 16.390 tipos de bienes, más del doble, importados de en torno a doce países de media. Es decir, que la variedad en los bienes que importan, como los que producen, se hace cada vez mayor. En consecuencia los consumidores tienen más opciones entre las que elegir, lo que nos ocurre también a nosotros. Cada año se producen bienes que no tienen precedentes. Nada de ello se recoge en un dato macroeconómico."

Wednesday, March 15, 2006

Ideias para a causa progressista

- Sugerir a paridade sexual para os nascimentos de futuros cidadãos através de laboratórios equipados para o efeito. Se o casal desejar ter um filho que desrespeite as quotas, forçá-los a abortar a criança;

- Legalizar o aborto com o único intuito de permitir a situação no parágrafo anterior. Em todas as outras ocasiões deve ser proibido por lei. Em caso de prisão, as mulheres devem partilhar as celas com rapazes adolescentes como forma de castigo;

- Chegar à conclusão de que defender os direitos dos homossexuais já não é uma causa da moda e se tornou demasiado vulgar para além de impedir que nasçam novos contribuintes de forma natural;

- Nacionalizar a indústria de contraceptivos para propositadamente produzir materiais de qualidade duvidosa e manter uma política de preços que não responde ao real valor do mercado;

- Subsidiar o comércio de afrodisíacos;

- Promover nos canais de televisão públicos programas em que aparecem crianças entre os 0-3 anos e pais muito felizes. Se alguma coisa acontecer ao bebé da cintura para baixo, cortar a cena e voltar a gravar minutos mais tarde;

- Punir a masturbação como genocídio em massa;

- Proibir organizações feministas que eventualmente queiram reclamar a independência da mulher e essas coisas parvas que fazem com que as mulheres não queiram ter filhos;

- Instituir ordens de condecoração militar para os maiores produtores de esperma a nível nacional. Fazer o mesmo para as mulheres que consigam produzir mais de 2 óvulos por mês sem tratamentos de fertilidade;

- Desincentivar fiscalmente o aparecimento de figuras como Odete Santos na televisão;

- Impor quotas de rádio para que o léxico usado passe a incluir uma percentagem de 10% de diminutivos acabados em -(z)inho/a, -ito/a, -ucho/a, etc. de forma a estimular o instinto maternal nas mulheres;

- Criar vários ramos de cursos universitárias leccionados pela catedrática Marta Crawford de forma a criar fiscalizadores do sexo que garantam a melhor e mais saudável prática sexual - o que levará a mais probabilidades de fecundação;

- Investir na indústria de mini-saias, camisas de decote arrojado, lingerie (a cor fica ao gosto do cliente) e outros produtos do mesmo género que produzam os mesmos efeitos freudianos no sexo masculino;

- Promover o pau de Cabinda como produto nacional;

- Fazer uma OPA hostil (mas com carinho) à Pfizer;

- Aproveitar as tendências multiculturalistas e relativistas para ilegalizar os conservadores reaccionários da Igreja Católica e implementar crenças islâmicas que levem à prática saudável de costumes polígamos;

- Distribuir cópias grátis do Kama Sutra;

- Proibir emissões televisivas de telenovelas no horário nobre;

- Efectuar frequentemente cortes de electricidade na EDP;

- Proibir expressamente o canal Parlamento e tornar ilegais todos os debates políticos (incluindo o Prós & Contras) na televisão portuguesa;

- Levar a ERC a fechar todos os blogues com excepção do top+;

- Abolir a noção de propriedade privada de forma a evitar que homens ou mulheres vivam sozinhos;

- Sá Leão a PM com funções acumuladas de PR.

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A causa progressista está sempre aberta a novas sugestões.

Nanny State strikes back

Inglaterra dá mesada aos meninos bonzinhos

"O Governo britânico decidiu dar uma mesada aos jovens bem comportados. A medida, divulgada pela BBC, foi anunciada esta quarta-feira pelo ministro das Finanças Gordon Brown e tem como objectivo dissuadir os comportamentos anti-sociais e criminosos.

Os jovens, entre os 13 e os 19 anos, vão receber um cartão com uma mesada entre 20 e 40 euros, para gastarem em actividades de desporto e lazer. Mas, aqueles que se portarem mal ficarão sem a mesada. «Isto é para jovens decentes e bem-comportados», explicou Gordon Brown."

Ainda acham que o paternalismo estatal é invenção dos "anarco-capitalistas paranóicos"?

Tuesday, March 14, 2006

Futurologia




Os socialistas odeiam a banca porque tem lucros injustificados. Contudo, ainda havemos de ouvir algum deles a defender que o BPI é um centro de decisão nacional e devemos ter cuidado com contra-OPAs estrangeiras.

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Update espiritual: Especialmente se vierem de bancos espanhóis.