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Sunday, February 05, 2006

Às portas de Copenhaga

Este blogue não confunde:

- Liberdade de expressão com ameaças terroristas e propostas de extermínio;

- Liberdade de manifestação com incitações à violência e ao genocídio;

- Indignação com insegurança religiosa mal disfarçada e apelos à censura;

- Direitos com relativismos e demonstrações de pura intolerância;

- Liberdade com totalitarismo.


Por estas razões e porque NÃO QUERO que ninguém mais seja dhimmi na Europa, como em séculos anteriores:



Friday, February 03, 2006

Aos socialistas

Que andam por aí tão orgulhosos e contentes com a política frenética de investimentos internacionais captados por Sócrates:

1. Finalmente admitem que os benefícios fiscais (ler isenção fiscal / redução de impostos) sempre geram desenvolvimento e crescimento económico?

2. Como se sentem ao saber que o dinheiro que o governo investe em parceria com empresas estrangeiras vem dos bolsos das empresas portuguesas, que não beneficiam de nenhum regime especial?

3. Tantas empresas estrangeiras. Então e os centros de decisão nacionais? Já não importam? É do interesse nacional que as empresas portuguesas sejam mais prejudicadas do que as outras pelo governo do seu próprio país?

4. Porque devem as empresas portuguesas pagar impostos que as estrangeiras não pagam? Qual é a diferença relativamente a um investimento de capital proveniente de solo português?

5. Se daqui a uns anos as companhias se vão deslocalizar, gerando desemprego, porque as devemos deixar investir agora em Portugal? Reconhece-se, portanto, que um investimento é benéfico nem que seja pontual?

6. Salários baixos afinal sempre são melhores do que salário nenhum? Então e os direitos dos trabalhadores, já não contam?

7. Se chegamos à conclusão, através dos pontos anteriores, de que devemos baixar impostos, liberalizar os mercados e desregulá-los porque se continua a dizer uma coisa e a defender outra?

8. Se os ricos é que devem pagar a crise porque é que o governo de Sócrates montou um aparato policial para segurança de Bill Gates em vez de o deter e pedir um resgate à sua mulher?

Thursday, February 02, 2006

Liberdade = f(t) é uma função decrescente II



Depois da saga "Não é preciso preencher a declaração de IRS, nós já sabemos tudo sobre si!", o governo deixa saber agora que nas declarações de IRS deve constar o que é comprado. E quando. Sim, é isso mesmo. É assim a nova lei para os rendimentos de 2005.

Só resta conhecer quando irá sair uma forma de legislação que pretenda determinar directamente a quantidade de papel higiénico que consumimos e qual a marca. Ou talvez esta já sirva de meio caminho para tal.

Back on the road

Ao que parece, o que eu disse aqui há uns meses já não faz muito sentido. Há novidades linguísticas.

Dicionário de Termos Europeus lançado hoje em Lisboa

"Um Dicionário de Termos Europeus, que reúne cerca de 500 definições e conta com a participação de cerca de 40 especialistas, será lançado esta quinta-feira, no centro de informação europeia Jacques Delors, em Lisboa.

(...)

O dicionário, com a chancela da Alêtheia Editores, aborda diversos temas que têm como denominador comum a Europa e a União Europeia e destina-se a esclarecer «um sem-número de termos utilizados na chamada linguagem europeia», bem como iniciais e siglas, indica a editora em comunicado.

Numa nota prévia, Carlos Coelho justifica a necessidade de um dicionário que decifre o «europês», observando que «constatar e reclamar do afastamento entre os cidadãos e a construção europeia se tornou já um lugar-comum»."

Os governos europeus aparentam estar extremamente dedicados à causa da união dos povos europeus. Só é pena que este tenha sido o continente que mais guerras viu ao longo da História. Só é pena que todos estes burocratas não entendam que aqueles que tentaram colocar a Europa sobre uma só mão acabaram em maus lençóis, arrastando as sociedades que tentam unir com eles. Cada vez mais, o título e o conteúdo deste blogue se vão tornando mais reais, palpáveis e alarmantes.



Quanto tempo teremos de esperar até que seja definida uma "língua oficial europeia"?

Liberdade = f(t) é uma função decrescente



José Manuel Fernandes perguntou há dias, num editorial infeliz, se "pode um país pobre ser liberal". Isto implica, por dedução, que a questão se pode transformar em pode um pobre ser liberal?. Independentemente da óbvia resposta a tal absurda interrogação, continuo a considerar pessoalmente que a pergunta faz mais sentido se for: pode um rico ser liberal?

Bill Gates elogia projecto de cartão único do cidadão

"O presidente da Microsoft, Bill Gates, elogiou terça-feira o projecto do Governo de criar um cartão único do cidadão, e desdramatizou a ameaça das novas tecnologias para a privacidade dos utilizadores."

Já não basta o regular, é necessário um ainda mais abrangente e totalitário que contenha as informações de identificação civil, utente dos serviços de saúde, eleitor, contribuinte, etc. Talvez se acrescentem ainda uns dados biométricos para dar um ar mais à Plano Tecnológico. Enquanto que noutros países estas intromissões se fazem sobre a égide da "segurança nacional", em Portugal esses argumentos nem sequer são necessários. O governo quer, o homem não pensa, a obra nasce.

No The Independent de há uns dias (lido aqui) dizia-se isto acerca do debate corrente no Reino Unido, sobre a introdução de um bilhete de identidade:

«Angry peers last night invoked the memory of fascist regimes which forced citizens to carry their papers as they tore the heart out of the Government’s planned legislation for identity cards.

The House of Lords overturned proposals to place everyone who applies for a new passport or driving licence on the database that will underpin the controversial scheme.

(...)

Baroness Scotland of Asthal, the Home Office minister, had to listen to a succession of peers denounce plans to include all holders of biometric passports on the planned ID cards register. Not one peer spoke in favour of the plans. Ministers have always insisted the scheme was voluntary, but critics say it amounts to “compulsion by the back door”.»

No Reino Unido, a esperança está actualmente com a Câmara dos Lordes já que a lei foi aprovada na dos Comuns por uma margem de apenas 25 membros do Parlamento. Em Portugal, a esperança está com quem? Com os constantes declamadores da falácia "não tenho nada a esconder, logo nada a temer"? Haverá maior nível de submissão possível?

Wednesday, February 01, 2006

Brainstorming

Até onde pode ir o Estado para impor o "bem comum"?

Doadores por decreto

"A liberdade de escolha sobre a propriedade privada de cada indivíduo é o pilar do liberalismo. E o mais importante património do ser humano é o seu corpo. Afinal, é através das capacidades físicas e intelectuais do corpo humano que qualquer outra forma de propriedade é adquirida."

O Tio Patinhas era forreta. E daí?

A herança do Tio Patinhas

"Existem, contudo, custos não contabilizados pelos socialistas. Entre eles, o incentivo à não criação de riqueza por parte da população mais pobre (que prefere receber gratuitidades como, por exemplo, o subsídio de desemprego), por parte dos funcionários públicos (que preferem ter emprego garantido para a vida) e por parte dos contribuintes mais ricos (que preferem deslocalizar o seu património e investimentos para outros países ou ingressar as fileiras da classe política). Por outras palavras, haverá cada vez menos vontade de encher a própria “piscina”.

Numa sociedade socialista ninguém quer ser como o Tio Patinhas. Todos ambicionam ser subsidiodependentes Metralhas."

Monday, January 30, 2006

Efeito Axe Teixeira dos Santos

Recebi um e-mail a pedir-me que copulasse mais vezes. Tudo isto para salvar a Segurança Social. O que o e-mail não diz é que devíamos matar todos os que tenham uma idade superior a 65 anos. Apesar de não ter sido sugerido, infelizmente, está ao mesmo nível do primeiro conselho.

Um filho não é uma estatística. Nem um jogo de tabuleiro. Parece incrível que seja necessário recordar isto a tanta gente com tanta frequência.

Não é uma questão de escala

Os filhos desejam tornar-se financeiramente independentes dos pais para que estes não possuam autoridade moral sobre os seus gastos. Procuram tornar-se autónomos para poderem fazer as suas próprias escolhas e seguir os caminhos que eles próprios determinam, soltando-se da mão por vezes autoritária que os pais exercem sobre si.

O único caso em que isto não é completamente evidente é o da família sobejamente rica em que os orçamentos dos filhos são sempre irrelevantes e estes podem gastar dinheiro e usufruir de serviços sem qualquer género de reprimenda. Podem comprar uma casa para si mesmos, usar um carro de luxo e fazer umas quantas viagens à volta do mundo sem sequer se preocupar. Em geral, nestes casos, o filho herda o património dos pais já que não se preocupou muito em construir a sua própria vida de subsistência à custa do seu esforço pessoal.

A diferença é que os pais produzem riqueza mas o Estado não. O dinheiro obtido pelo Estado é angariado através da coerção judicial. Este dinheiro é posteriormente distribuído de forma desigual entre os «filhos» que vivem à custa do pai-Estado. Uns ficam com muito e outros ficam com muito pouco. Os que ficam com muito estão dispensados de trabalhar para o resto da vida. Os que ficam com muito pouco devem continuar a trabalhar, não para se sustentar a si próprios mas, para sustentar os que ficam com muito e não o desejam fazer. Enquanto na família rica, o filho herda dos pais o património de capital e propriedade acumulados, os contribuintes herdam dívida pública.

Na família estupendamente rica, onde os filhos - raros privilegiados -nem precisam de trabalhar, o dinheiro é secundário e quase nasce do solo. O do Estado, não. Precisa de uma máquina de obtenção constante de fundos para se suster, utilizando os contribuintes como peões estratégicos. O dinheiro é crucial porque todas as pequenas quantias são importantes.

Mas esta analogia nem sequer faz sentido porque o Estado não é uma família rica. Nem sequer remediada. É uma família completamente endividada. Na família endividada, todos trabalham para tentar por cobro às contas que crescem sem parar. Os filhos tentam a toda a força conseguir cobrar as dívidas para se poderem soltar das amarras financeiras e viver, finalmente, a sua própria vida. Em famílias endividadas (e não só nessas), o dinheiro é uma matéria de discussão constante porque há muito pouco e este tem de ser repartido com toda a meticulosidade de forma a servir os "interesses da família". O interesse da família é por vezes algo bastante abstracto e difícil de definir porque cada indivíduo tem as suas próprias necessidades e muitas das vezes estas não são partilhadas entre os diversos membros. Como a situação não é de acordo mútuo, a partir daqui se geram frequentemente conflitos, separações e contendas.

O socialismo não funciona sequer em a nível familiar. Como haveria de funcionar com milhões de pessoas?

It's all about the oil!





Desde 2003 até agora, há uma significativa camada de população nos EUA (e por esse mundo fora, incluindo, obviamente o nosso velho continente) que insiste em dizer que a guerra do Iraque teve como motivo único a obtenção de mais e mais baratos recursos de petróleo para saciar a "máquina capitalista americana" (optando por ignorar que os EUA também têm reservas petrolíferas).

Como conseguem estas pessoas conjugar em simultâneo esta opinião com a sua outra de que o aumento do preço do petróleo no mercado internacional e, por consequente, dos combustíveis derivados, se deve inexoravelmente à guerra no Iraque?

Reductio ad absurdum

Hoje nevou em Lisboa. Diz quem sabe que a última vez foi em 1954. Diz quem viu que nunca mais esqueceu. Diz quem não estava, que nunca viu nevar na vida ou as vezes que o fez, não foram, evidentemente, em Lisboa.




[Cortesia de Rui Gramacho]

Pessoalmente, nunca havia visto neve. Nem o mais reduzido dos flocos. Isto só pode ser uma prova irrefutável do arrefecimento global.

Sunday, January 29, 2006

Recordar é viver

«Bernardino Soares explicou hoje que as concepções de democracia e socialismo do PCP estão "nos antípodas" das aplicadas na Coreia do Norte, depois de ter afirmado que tinha dúvidas quanto à existência de um regime ditatorial em Pyongyang.

O líder parlamentar do PCP sustentou, numa entrevista publicada ontem no "Diário de Notícias", que tem dúvidas de que não haja uma democracia na Coreia do Norte, indicando que o assunto tem sido abordado no seio do partido. "Tenho muitas reservas em relação à filtragem da informação feita pelas agências internacionais", disse ainda o deputado comunista.»


Fevereiro de 2003, no Público

Tacho familiar

Deixou o talho para ser primeira dama

"Esther Morales, a irmã mais velha do novo presidente boliviano, Evo Morales, vai abandonar o modesto talho-mercearia que tem em Oruro, nos Andes, para assumir o papel de primeira-dama da Bolívia, indicou o Palácio presidencial em La Paz.

(...)

Esther Morales, casada e mãe de três filhos, vive das receitas da venda de carne -lama e vaca -, assim como dos legumes e frutas da sua pequena loja em Oruro, a 240 quilómetros de la Paz."
Títulos alternativos para esta entrada:

- "Como garantir a sobrevivência construindo a sua riqueza às custas dos que efectivamente trabalham"

- "Classe privilegiada prepara-se para uma destruição completa do comércio local na Bolívia e procura emprego em altos cargos estatais"

- "Esther Morales é a feliz contemplada com o jackpot do Euromilhões!"

- "Como destruir completamente um país sul-americano e depois culpar os EUA, capítulo LXIV, Pravda Ed."

Saturday, January 28, 2006

A coerência toca sempre várias vezes

"Se não vivesse em Portugal, que país escolheria? Estados Unidos." (In Visão)

Quem terá dado esta resposta? Algum perigoso neo-liberal? Não! Foi mesmo o candidato presidencial do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã. Surpreendidos? Todos nós sabemos que os E.U.A. representam o expoente máximo do capitalismo, do liberalismo e até, segundo o próprio Louçã, do imperialismo. Assim, é interessante que gostasse de viver num país com estas características. Sempre pensei que escolhesse um local com as qualidades que costuma apregoar (Se é que ainda existem...). Mas não. Louçã, sabe muito bem onde é que está a qualidade de vida.

Francisco Proença de Carvalho, O Sinédrio

Thursday, January 26, 2006

Falta de Novidades para o MIT

Parece que o colosso académico MIT uma universidade americana (uma das melhores do mundo senão a melhor) qualquer, continua a querer entrar em Portugal. Como eu já havia comentado, o governo tinha e tem muito boas razões para permitir impedir a entrada de tal instituição em território português, de forma a catalisar o desenvolvimento económico e tecnológico evitar problemas sérios de soberania nacional.



Segundo todas as últimas informações disponíveis, o governo de Mariano Gago Sócrates continua a lutar pela possibilidade de matar manter vivo o já por si invisível enormíssimo centro científico e tecnológico de sede em Portugal, coisa que, aliás, é alvo de chacota ponto de referência por toda a Europa.

No âmbito do Plano Quinquenal Tecnológico, como referi na altura, é urgente que se estimule proteja o progresso através de investimento estrangeiro. Ainda assim, dá-se conta que, por razões de interesse e aproveitamento pessoal fundo estrutural, é puramente prejudicial prioritário dar por completo a exclusividade a uma universidade chamada IST que ninguém conhece instituição de gabarito e renome internacional, para a qual a influência de candidaturas estrangeiras é irrisória, cerca de 1%, incalculável.



Mais um serviço dos políticos portugueses ao serviço do socialismo da ciência!

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Nota esclarecedora: A escala dos símbolos das universidades não está, evidentemente, desajustada.

Nota adicional: Ao artigo original, poderia ser acrescentada outra razão - a de que os representantes do IST no governo desejam obter para si mesmos e para a sua instituição mais oportunidades de sucesso do que para as outras universidades portuguesas que à partida também concorreriam entre si por ter investigadores no MIT. Isto não teria mal nenhum, desde que todas as universidades estivessem igualmente representadas, o que não acontece devido à posição privilegiada do IST. Entretanto, os pobres enteados apenas podem ir aguardando por próximas notícias anunciadas pelo governo.