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Sunday, October 02, 2005

Past, Present & Future

Caro JPP,

Esse fenómeno não é exclusivo da época salazarista. As coisas não mudaram muito deste então.

Saturday, October 01, 2005

The Road to UESR

Ou melhor dizendo,

The Union of European Socialist Republics

UE: Jorge Sampaio favorável a imposto europeu

Para Chefe de Estado, criação do imposto europeu podia ser feita sem «onerar a carga fiscal dos cidadãos» dos 25, caso «orçamentos nacionais fossem «amputados das despesas» destinadas a financiar competências transferidas
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Já agora, alguém sabe dizer União das Repúblicas Socialistas Europeias em alemão? É melhor irmos começando a arranhar uma das futuras línguas oficiais da Europa. Na outra já sei que se diz Union des Républiques Socialistes Européennes.

O amigo social(ista)

Parece que Carmona Rodrigues continua em grande nas suas pequenas grandes demonstrações de "caridadezinha social" e populismo barato. "O líder do povo". Aquelas coisas que nem vale a pena apontar no PS porque já se sabe que é assim, mas que se sabe também que no PSD é igual. Segundo o acidental DBH, a página de CR afirma:
"Neste local, e numa acção que se pode caracterizar como elucidativa da sua personalidade, Carmona Rodrigues acabaria ainda por ajudar uma munícipe idosa a carregar alguns sacos de compras para a sua residência."
Mas há algo omitido (há sempre um mas...);

"À entrada cruza-se com uma moradora carregada de compras. Solícito, oferece préstimos para ajudar a levar os sacos. "Para que andar é?, pergunta. "Para o último". De imediato, percebendo que os fotógrafos já desmobilizaram, o candidato pousa os sacos e dá instruções a um dos seus colaboradores para que faça o serviço".
Vida de político é uma coisa cansativa!

Pela segunda vez tive a oportunidade de visitar a página de candidatura de CR (a primeira foi para arranjar aquela bonita imagem parecida à de um ordenhador de vacas). Bonito. Especialmente a parte do fundo onde estão os lemas da campanha.

Lisboa avança

Lisboa mexe

Lisboa cuida

Lisboa protege

Lisboa sénior

Lisboa apoia

Lisboa celebra

Há alguma coisa que este grande Estado (que é Lisboa) de bem-estar não faça ou não possa fazer? Como é possível que tanta gente ainda caia na mesma esparrela? Ao ver as fotos de CR nas páginas de campanha fico com a sensação (porque será?) que toda aquela gente que o cumprimenta está à espera do subsidiozinho autárquico. "Ninguém quer saber de nós", aquela frase-maravilha do estatismo português.

Tudo isto faz-me lembrar aquele grande (ou não) livro de Rifkin chamado European Dream em que ele compara os americanos que, segundo ele, vivem para trabalhar e os europeus que trabalham para viver.

Adoro a simplicidade e a ingenuidade com que ele põe as coisas. Deve ser por esta mesma razão que Portugal tem tantos profissionais frustrados (por exemplo, centenas de professores e engenheiros). Se estas pessoas realmente apenas trabalhassem para viver, qualquer emprego lhes serviria. É verdade que estas pessoas ficam encostadas com um curso qualquer (qualquer coisa serve desde que tenha saída profissional, diz-se) e trabalham para ir comendo. O problema é que muitas delas não fazem aquilo que gostariam de fazer verdadeiramente.

Isto parece escapar à percepção de Rifkin, já que esquece a razão pela qual os EUA ficaram conhecido como a terra das oportunidades. Há mais escolha, há mais possibilidades de emprego. Aliás, o desemprego é mais baixo em países capitalistas, coisa a que os marxistas costumam responder -- "é mentira, são estatísticas alteradas!". O envenenamento político é tão grande que já ouvi comunistas a dizer que o desemprego é mais baixo nestes países porque o Estado capitalista dá emprego (!). Tudo é válido para criticar o liberalismo. Até contrariar-se a si próprio e inverter a lógica das críticas.

Também eu, nesse caso, posso dizer que as estatísticas portuguesas estão falseadas e que, afinal, o socialismo até tem sido benéfico para Portugal. Claramente, a estagnação/recessão da economia é, obviamente, culpa do neo-liberalismo selvagem que tem sido praticado na última década. Tudo culpa das políticas de direita do PS e do PSD, que contribuíram para o estado da Nação com as suas políticas capitalistas! A aberração é tão grande que agora até o Estado de bem-estar já é uma política liberal. Em que Universo vive esta gente?

O Estado social é prejudicial para todos. Inevitavelmente, acaba por cair, porque embora tenha como objectivo sustentar os outros, não se consegue sustentar a si próprio. Suga cada vez mais fundos que iriam contribuir para o avanço do bem-estar, sem necessidade desde mesmo Estado para intervir nesse progresso. O que acontece depois? Veja-se o caso alemão. Começa a rebentar pelas costuras. E as pessoas, contaminadas pela propaganda, têm "medo da mudança", embora estejam com a corda ao pescoço.

O socialismo é uma doença.

Noites (e Cultura) à Direita

Ainda sobre o debate "A Direita e a Cultura" por vocês promovido, não compreendo porque não mostraram esta imagem. Tinham ido todos para casa mais cedo.


Friday, September 30, 2005

Médias ponderadas

O Essencial e o Acessório no Semiramis

«Porém se se incomodar com a “expectativa de uma recessão” (103º), “qualidade de ensino da matemática e ciências” (81º !!), “excesso de burocracia” (77º), “centralização excessiva das decisões económicas (70º) ”, com a falta de “estabilidade macroeconómica” (64º), baixa “formação profissional” (59º) e “escassez de cientistas e engenheiros” (49º) então a nossa atractividade será muito menor.

(...)

As análises multicritérios baseadas em scores têm um valor subjectivo, porquanto dependem das ponderações atribuídas aos diversos critérios. Esperemos que os empresários estrangeiros, nossos potenciais investidores, ponderem aquelas classificações da mesma maneira que o Fórum Económico Mundial.»


Portugal sobe duas posições no 'ranking' da competitividade

"Ao nível macroeconómico, o país é dos mais pessimistas sobre a evolução económica, classificando-se na 103.ª posição no índice de expectativa de recessão. Outros indicadores negativos são as taxas de poupança (94.º), a dívida pública (72.º), o défice do Estado (71.º), o desperdício público (58.º), o acesso ao crédito (51.º), a inflação (38.º) e o rating de crédito do país (22.º)."

Sim! Vitória Nacional!



Portugal sobe dois lugares na lista de competitividade

Não compreendo porque chamam a isto jornalismo. Primeiro é um índice de competitividade, não é uma classificação divina (e única). Se compararmos, por exemplo, os índices de liberdade económica da Fraser com os da Heritage, Portugal surge em posições diferentes. É por isso que são índices - com critérios diferentes - que medem a liberdade económica, não são a liberdade económica em si, que é o que esta manchete confunde ao falar em Competitividade e depois dizer que Portugal ultrapassou Espanha.

A outra coisa que não compreendo é que as gordas não sejam "Portugal melhora [índice de] competitividade" mas sim "Portugal ultrapassa Espanha". Portugal e Espanha poderiam ser os últimos classificados! Mas o que interessa, ao que parece, é que Portugal ultrapasse Espanha!

Se alguém ler a tabela, verá que Portugal também ultrapassou o Chile, Israel e Hong Kong. Bem, certas pessoas só leram que Portugal ultrapassou Espanha. Parece que os portugueses já podem ter um argumento plausível (dado pelos media) para andar de nariz empinado quando virem um espanhol...assim quando um português passar a fronteira pode dizer "mira, coño, mi país es más competitivo que el tuyo!". A isto o espanhol provavelmente franzirá o sobrolho mas, digo eu, o português ficará todo orgulhoso. Se assim não fosse, para quê este título sensacionalista?

Em geral, encontro este estudo ligeiramente suspeito. Que não pensem que o faço porque Portugal tem um bom resultado mas porque, para além da bizarra subida de Portugal, o estudo assume-se como subjectivo e baseado em inquéritos de opinião a empresários. Um estudo que aparece na mesma altura em que um outro estudo, dado pela Ernst & Young, afirma que a maioria dos empresários não quer investir em Portugal (via O Insurgente).

A maioria das empresas estrangeiras não tenciona estabelecer ou desenvolver a sua actividade em Portugal, segundo um estudo da Ernst & Young, divulgado hoje.

A outra coisa suspeita é a de que elogiem tantos os países nórdicos, dizendo que afinal não há grande relação entre os impostos e a competitividade e o investimento.

· The Nordic countries continue to hold prominent positions in the rankings among the top 10 most competitive economies this year, with Finland (1), Sweden (3), Denmark (4), Iceland (7) and Norway (9) all in privileged places. The stellar performance of these countries demonstrates the great diversity within Europe, with some countries doing very well by any measure, while others struggle behind. The Nordics are also challenging the conventional wisdom that high taxes and large safety nets undermine competitiveness, suggesting that what is important is how well government revenues are spent, rather than the overall tax burden per se.

Parece desonesto porque se sabe que os países nórdicos, talvez sendo a Noruega a que mais vai resistindo, têm vindo a desmantelar o seu estado social, atingindo maior liberdade económica. Já eu tinha publicado aqui um artigo acerca da Suécia, em particular. É óbvio que países que se abrem ao mercado se tornam mais competitivos (estão em processo de crescimento elevado) e, como no caso evidente da Finlândia, se apostarem num investimento tecnológico, obterão classificações elevadas em estudos de competitividade já que este índice se baseia nas "condições tecnológicas" à disponibilidade dos empresários.

De qualquer dos modos, continuemos a esperar que este estudo do WEF seja para valer e que a subida de dois lugares não se deva à queda dos outros. O que os jornais não compreendem é que se os outros caem, e é por isso que Portugal sobe, isto não significa que Portugal esteja melhor. Na verdade se caíram 3 ou 4 países para lugares muito mais baixos, Portugal pode, na verdade, estar a piorar em termos absolutos.

Liberdade de imprensa, não é?

Entidade Reguladora dos Media é hoje aprovada na especialidade

A nova entidade, que terá agora de ser promulgada pelo Presidente da República, conta com poderes reforçados face aos da Alta Autoridade, nomeadamente na regulação e supervisão dos media, abarcando novos meios de comunicação como a Internet ou os telemóveis, regulando novas áreas como a publicidade.

Uma das prerrogativas da nova entidade é a possibilidade de um "fiscal" deste organismo aceder às instalações, equipamentos e serviços das entidades que regula, sem necessidade de mandado judicial.


(via O Insurgente)

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Os blogues liberais que se cuidem...

Tuesday, September 27, 2005

Papa State, I love you...

Segundo o PD, Maria Nogueira Pinto visitou no domingo o Bairro da Musgueira, onde haviam sido reintegradas varias populações em bairros sociais. Segundo o mesmo PD, MNP elogiou o trabalho anterior de João Soares e Santana Lopes. Curiosamente existe na SIC a mesma notícia. E quando digo mesma notícia, quero mesmo dizer “mesma notícia”, ipsis verbis. A notícia do PD está datada das 18:50 e a da SIC das 19:08. A da SIC apresenta uma curiosidade, aliás, duas. A primeira é a de que refere “Lusa”. Ficamos pois a pensar que não foi uma falha da SIC ao copiar o PD, mas sim o PD a esquecer-se de referir que copiou integralmente o texto da agência noticiosa Lusa. Aqui fica o reparo.

A segunda curiosidade é da SIC. E talvez seja muito mais grave. O PD esqueceu-se de referir a fonte mas a SIC alterou a notícia. Comparem-se os títulos:

SIC – Nogueira Leite critica Santana Lopes e João Soares

PD – Nogueira Pinto elogia Soares e Santana por realojamentos

Como se pode ver, os títulos, apesar da partilha total dos corpos da notícia, são antónimos. À SIC fica a imagem de uma estação na tentativa desesperada de mostrar arrogância de MNP, colocando-a a criticar os anteriores presidentes de câmara. Mesmo que o tenha feito, não existe qualquer indicação dessa mesma crítica no resto da notícia, o que significa que a SIC continua a afirmar-se como um órgão de comunicação social incorrecto e com grande défice de isenção, algo que eu já tinha apontado também aqui.

Quanto à notícia em si, seria esperar muito que MNP criticasse a atitude de João Soares e Pedro Santana Lopes, por diversas razões. Primeiro, se o fizesse, seria para mostrar que esta integração social havia sido mal realizada mas, ainda assim, apoiando a sua concretização. Mostraria que, provavelmente, criticava apenas por criticar. Segundo, porque se criticasse a reintegração em si, ficaria mal vista popularmente já que estaria a desdenhar das “classes sociais mais desfavorecidas”, coisa que, na Quinta Dimensão Portuguesa, equivale a um suicídio político. Tanto as pessoas – que agora se queixam da má qualidade das instalações – como os observadores externos (não os vizinhos) se indignariam pela inexistência de condições básicas, como o alojamento, para estas pessoas.

Infelizmente, toda esta notícia parece a análise de dois universos paralelos. Por um lado visualiza-se MNP a passear pelo bairro, dizendo de sua justiça aquilo que lhe compete. Pelo outro, os moradores que se queixam das condições em que vivem e são completamente ignorados. MNP entra, MNP sai. Tudo fica na mesma e sente-se uma teatralização de todo o evento até porque, como dizem os moradores, os políticos apenas se preocupam com as pessoas quando estão em alturas de eleições.

Esta pequena noticia, que passa despercebida entre mais novelas presidenciais que vão servindo para desviar a atenção dos eleitores relativamente ao panorama catastrófico da sociedade portuguesa (e quando digo sociedade, sim, quero dizer economia), serve para mostrar, mais uma vez, a distância que existe entre os senhores (sic) do poder e a arraia-miúda que se limita a protestar, pedir mais socialismo e ainda, a ser ingrata.

Esta ingratidão de que falo, não é conversa barata. É evidenciada, subtilmente, pela seguinte frase, talvez intencional, de um dos moradores:

"As obras foram feitas muito à pressa. Eles despacharam isto para a gente se calar e, pronto, ficámos com a porcaria"


Foi feito para que eles se calassem. Isso significa que disseram alguma coisa. Ou a intenção do poder autárquico foi demolir as habitações e começaram os contactos com as pessoas que, obviamente, se recusavam a deixar as suas casas, ou estes referidos habitantes pediram casas, utilizando como argumento as condições degradantes em que eventualmente se encontravam. De qualquer das formas, estes pequenos factos são denunciadores de uma realidade imensamente maior. A realidade de que, de uma forma ou de outra, as pessoas cooperam com o estatismo e negam os direitos individuais de cada um.

Pela perspectiva dos realojados, podem ter acontecido duas coisas. É provável que os habitantes tenham sido forçados a sair. Nesse caso, contrariou-se o seu direito a permanecer nas suas casas, que eles próprios construíram, como refere uma antiga moradora. Existe também a possibilidade de que muitos destes realojados tenham pedido novas casas, pagas pela autarquia, com o dinheiro dos “ricos” contribuintes. De ambas as formas, há uma exigência que nega um dos direitos mais básicos – o da propriedade.

Na visão dos políticos locais, olha-se para o amontoado de seres humanos como um todo. “Os moradores do bairro da Musgueira”. Olha-se para eles como uma colectividade e negam-se as vontades individuais – o paradigma máximo da democracia, a vitória da maioria das opiniões. Certamente, sempre foram vistos como um problema social no seu todo. Não só pelo facto de darem a sensação de bairro ilegal, mas pelo facto de não obedeceram a um planeamento urbanístico prévio. "O construtor não-autorizado, o construtor ilegal, o criminoso perpetrador da panorâmica, o pobre inculto e desrespeitador da lei e do civismo mais básico". Na mente de um político, torna-se imperativo eliminar este local, quer pela pressão dos outros moradores, legalizados (não por isso mais puros de consciência), quer pelo desajuste social. A solução? “Fogos de reabilitação”, pagos com o dinheiro, não da boa vontade dos políticos, mas da passividade e impotência dos contribuintes de vários locais que nem sequer conhecem a Musgueira nem os seus habitantes. Pouco importa que alguns moradores não queiram sair, a lei esta do lado do poder. Pouco importa que não queiram sair, o poder deseja, o poder manda. Mas como está dependente dos papelinhos das eleições, é forçado a negociar.

A solução mais fácil é anunciar um realojamento social, e não anunciar que vão ser tomadas medidas de liberalização da economia para permitir que estas pessoas tenham mais possibilidades, para permitir que se tornem aquilo que, provavelmente, tanto criticam – ricas. Não, o capitalismo é mau e cria mais desajustes sociais. Não, a solução da reintegração social artificial é a mais fácil, independentemente do custo que apresenta financeira e socialmente para os moradores mais próximos. Negação constante.

Perante todo este imbróglio, MNP deixa escapar aquilo que qualquer pessoa acaba por pensar no final.

“Todo o discurso ainda é o do coitadinho, do dêem-me isto, dêem-me aquilo. É preciso dar a ideia às pessoas que elas também têm de fazer pela sua vida”


Contudo, ao dizer isto, MNP contradiz-se, porque concorda com o apoio político-social a esta gente (ao ponto de se lhes construírem casas) apesar da sua crença disfarçada na individualidade. Em suma, não é preciso fazerem nada, nós ajudamos, ou melhor, têm problemas? Desenrasquem-se. MNP engana-se também ao dizer que há falta de uma cultura de deveres, apelando ao autoritarismo. É um dever lutarmos por nós próprios? Quem define isso? O Estado? Não é o Estado que constantemente restringe a possibilidades e liberdades dos cidadãos, impedindo-os de lutar por si mesmos? Então, que significa a frase de MNP?

Nada. Tentativas vagas de demonstração de superioridade moral. Vazio ideológico. Silêncio intelectual. Vestígios de autoritarismo e paternalismo político.

- Segue a tua vida meu filho, o papá está aqui para ajudar mas também para te dizer que não quer que saias de casa, que não tenhas um emprego diferente do que eu quero que tu tenhas, que não te quer ver em más companhias, em maus vícios. Não quero que andes com aquela rapariga, ela não é de confiança. Queres casar com ela? Não, não faças isso, ela é não é indicada para ti. Não comas isso, faz-te mal. Não tomes esse medicamento, faz mal. Não fumes, é mau para a saúde, vou passar a penalizar-te por isso. Dá-me algum dinheiro para contribuir para as despesas da casa, afinal, tu já trabalhas. Porque tens a televisão ligada? Não tens de trabalhar amanhã? Não vais dormir, não vais acordar cedo amanhã para nos sustentar? Depois de tudo o que eu sempre fiz por ti, protegendo-te...

- Sim, papá. Gosto muito de ti. Vou já fazer o que me disseste.

O estatismo é o grande vencedor.

Democracia norte-coreana

Corea del Norte expulsará a las organizaciones humanitarias que distribuyen alimentos entre la población

La dictadura comunista de Corea del Norte ha pedido a doce organizaciones no gubernamentales que distribuyen alimentos entre su población, que antes de fin de año abandonen el país estalinista bajo la acusación de que su labor favorece a la propaganda estadounidense. Pyongyang ha presentado ya a la ONU un plan para suspender la ayuda alimentaria. Los grupos humanitarios han advertido de que, inicialmente, la medida podría provocar la muerte de 125.000 personas.

(via 1812)

Monday, September 26, 2005

Público nacional, privado estrangeiro

Alentejanos preferem clínicas PRIVADAS espanholas

1.Telejornal. RTP1. Reportagem: cidadãos portugueses, residentes no Alentejo, escolhem clínicas privadas espanholas. O Serviço Nacional de Saúde de Portugal é ultrapassado por serviços privados de outro país. 2+2 ainda são 4, ou não?

Aproveito para dizer ao Henrique Raposo que vi a mesma reportagem e pensei exactamente a mesma coisa.

Diziam os utentes ter melhor serviço e maior rapidez, apesar dos quilómetros que tinham de percorrer. Resposta do Presidente da Câmara local? "É inadmissível que em pleno Século XXI as pessoas tenham de se deslocar uma distância tão grande para serem assistidas".

Em português, isto significa que ele ainda não percebeu o cerne da questão e continua a pensar que se combate o problema com mais problemas.

Oh não! Os liberais podem ganhar!

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But the PO and PiS still have major disagreements about fiscal policy, with the PO proposing a 15 per cent flat tax, and the PiS fighting for higher taxation and welfare spending. As the election campaign came to a close, the PiS ran television broadcasts claiming that too much power in the hands of its coalition partners would reduce the food on Polish tables.
Disillusioned Poland swings to the right but most voters stay at home

Eleições na Polónia. Como os liberais do PO ameaçavam vencer, os seus parceiros de coligação conservadores fizeram campanha contra os seus aliados políticos.

Os ricos que paguem! O welfare state vai desaparecer!

Fascinante ver como as técnicas de propaganda socialista são universais, mesmo quando a economia polaca tem crescido tanto nos anos 90 devido, precisamente, à sua liberalização. Ao ritmo a que o PIB polaco cresce, em 10 anos a Polónia terá, certamente, ultrapassado o PIB per capita português. Na verdade, de acordo com os meus cálculos, muito por alto (mantendo-se, teoricamente, o crescimento de 5.5% do PIB polaco e considerando o número de habitantes igual) isto dar-se-á no espaço de 7 anos. Se considerarmos que a variação média de 2% no PIB é para manter, nem seriam necessários 7 anos, mas apenas 5. E não seria uma mera ultrapassagem, a Polónia ficaria com um PIB 1.05 superior ao actual PIB português...

Em resumo, a Polónia é o Alonso dos PIB's.

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Crescimento do PIB polaco nos últimos anos.

* Total 2002 1.4%
* Total 2003 3.7%
* Total 2004 5.5% (previsão)

Sunday, September 25, 2005

Palestina começa em grande

Palestina apela à comunidade internacional

O primeiro-ministro palestiniano, Ahmed Qorei, apelou hoje à comunidade internacional, nomeadamente aos Estados Unidos, para que intervenha "para deter a escalada israelita".

Este apelo foi lançado após a ordem dada hoje ao exército israelita pelo ministro da Defesa, Shaul Mofaz, para efectuar operações militares "duras" na Faixa de Gaza em resposta a disparos de foguetes palestinianos contra o território de Israel.

"Apelamos à comunidade internacional, ao Quarteto de Madrid (Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia) e à administração norte- americana para que intervenham para travar a escalada israelita", declarou Qorei à imprensa.

(...)

Em resposta ao bombardeamento intensivo do seu território, Israel lançou hoje uma série de ataques aéreos sobre a cidade de Gaza e o norte da Faixa de Gaza, os primeiros do tipo desde o fim da sua retirada deste território em 12 de Setembro.

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Não compreendo. A Palestina ataca mas os outros nem sequer têm o direito de se defender.

Esta gente nunca ouviu falar do princípio de não-agressão? Não tem significado na sociedade islâmica?

Presumo que, de acordo com certas pessoas, sugerir a sua consideração também seja um ataque ao multiculturalismo e uma evidente demonstração da arrogância cultural do Ocidente?

Saturday, September 24, 2005

Sócrates prepara 2009

"Crise vai manter-se mais quatro anos"

José Sócrates sublinhou que o próximo Orçamento do Estado "será um dos mais difíceis", alegando que "o esforço de contenção da despesa vai durar os próximos quatro anos".
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A tanga do esforço colectivo para superar a crise nacional, etc. Descodificado, significa que Sócrates prepara mais 4 anos já que "são necessários 8 anos", como dizia Guterres. Na altura todo o comício do PS se riu, o que prova que eles até acham piada à situação económica em que Portugal está.

Mais espanhóis proteccionistas!

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Mais uma notícia relativamente ao proteccionismo de mercado que se faz em Espanha, comparativamente a Portugal, esse país de mercado livre, livre concorrência e laissez-faire natural!

Os utentes dos aeroportos portugueses pagam mais do dobro em taxas do que os passageiros que optem por Espanha. A diferença, em média, varia entre os 113 e os 162%, consoante se trate de voos para dentro ou fora do espaço Schengen, o que implica uma perda de competitividade, conclui um estudo que será apresentado hoje em Espinho, na II Conferência Internacional em Hotelaria e Turismo.
(...)

Mas a "perda de competitidade" reside nas taxas pagas pelos passageiros, já que se situam "muito acima" das praticadas em Espanha
Aeroportos Nacionais 113% mais caros

Bem, parece que me enganei. Afinal, era o país do mercado livre (Portugal) que tinha menos competitividade! Bem, ao menos ainda resta aquele facto óbvio de que os investimentos espanhóis em Portugal são muito maiores do que os portugueseses feitos em Espanha, o que, aliás, demonstrar o extremo proteccionismo espanhol!

Investimento português em Espanha supera o espanhol em Portugal

Em 2004, o investimento directo das empresas portuguesas em Espanha superou o das empresas espanholas em Portugal, segundo dados divulgados quarta-feira pelo Ministério da Indústria, Turismo e Comércio espanhol.

Pois...ou então não...bem, obviamente sempre restam aqueles estudos dos think tanks acerca da liberdade económica que mostram que Portugal é um país muito mais capitalista!

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Heritage, Index of Economic Freedom

Espanha - 31º
Portugal - 37º

Fraser, Economic Freedom of the World

Espanha - 30º
Portugal - 34º

DoingBusiness - World Bank Group

Espanha - 30º
Portugal - 42º

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Pois...

É inacreditável como para atacar Espanha até o capitalismo serve. Portugal, um país em que independentemente de quem ganhe as eleições, o socialismo se arrasta, critica Espanha por ser pouca capitalista. Se os portugueses fossem tão críticos com o seu próprio mercado e as condições que lhe são impostas, fariam parte do país mais liberal do mundo. Infelizmente, há umas tendências franco-germânicas no ar. Aquelas do género - "Não abrimos o nosso mercado porque é nosso mas queremos que vocês liberalizem a vossa economia para que os nossos produtos entrem"

A situação assemelha-se à dos que se riam e diziam que os EUA pareciam um país do 3º mundo. A conclusão disto é a de que os anti-espanhóis e os anti-americanos bebem exactamente da mesma água. Muito self-loathing e nada de substância.

Leituras importantes

Alguns artigos publicados que infelizmente ainda não tinha recomendado. Assim, aqui ficam as ligações.

Para aqueles que se picaram imenso com as acusações de anti-americanismo e ainda acham que os que os acusaram disso pensam que não é possível criticar os EUA sem ser "anti-americano" aqui fica mais um artigo de Jorge Valín. Coerência é o que se pede. Não se fala mal dos EUA. Fala-se mal do governo dos EUA (o que não quer dizer que se prefiram os democratas):

Cómo Wal-Mart respondió a Katrina mejor que el gobierno de EE.UU

Uma outra notícia que passou, em grande parte, despercebida (gostava de ouvir os anarquistas anti-globalização a comentá-la) e que coloca o presidente George Bush como um dos líderes mundiais mais interessados em resolver o problema da pobreza. Não estou obviamente a falar de iniciativas a la Bono Vox mas sim da abertura dos mercados a estes países e da redução das taxas alfandegárias. A ler n'A Arte da Fuga:

A ver vamos...

Artigos importantes do RAF no Blasfémias sobre as diferenças entre a Democracia e o Liberalismo. Leitura muito importante.

A propósito do Café Blasfémias: Democracia e Liberalismo

A verdadeira índole do Estado Social

Mais uma classificação acerca de liberdade económica. Portugal em magnífico 42º lugar.

DoingBusiness - The World Bank Group [Portugal]

Finalmente, um vídeo importante no 1812. Recordar 1989 e o Unknown Rebel. Arrepiante.

Un hombre libre