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Sunday, September 11, 2005

In Memoriam 9-11

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Há 4 anos estava eu em casa. E o terror chegou. Na altura também muitos se regozijaram com o sucedido (à semelhança do Katrina). E não foi apenas nos países muçulmanos.

– Em memória das vítimas do 11 de Setembro –

Saturday, September 10, 2005

O Rico = O Mau e o Vilão

Flat, n'A Arte da Fuga

Quem se opõe politicamente à flat tax argumenta que é injusta. Com um sistema de flat tax, os ricos pagam mais que os pobres, na proporção dos seus rendimentos, mas os seus detractores insistem que é preciso fazer com que "os ricos" paguem proporcionalmente mais.

Aproveito para mostrar o aparente programa do Platforma Obywatelska que, dentro do panorama político português, seria muito bem-vindo.

  • Flat tax rates: 15% personal income tax (PIT), corporate income tax (CIT), and % VAT.
  • Tertiary education reform, with equal rights for private and public universities.
  • More cash spending should be done by local government, less by central government.
  • Privatization and demonopolization.
  • Direct elections of mayors and governors.
  • Private health care.
  • Majoritarian parliamentary elections.
  • Labor law reform.
  • Narrowing privileges of trade unions.
  • Teaching economy in all schools.
  • Giving the National Bank of Poland full control over monetary policy.
  • Allowing private landlording.
  • Lowering the number of MPs in the Sejm from 460 to 230, and depriving them of parliamentary immunity from prosecution.
O Insurgente refere também que os Tories estão a considerar a medida.

Os militares são enteados

Militares não desmobilizam 'manif'

A manifestação dos militares dos três ramos das Forças Armadas que estava prevista para a próxima semana, dia 13, foi ontem proibida pelo Governo Civil de Lisboa.

Quem tinha dito que a maior conquista do 25 de Abril havia sido a liberdade de expressão?

Friday, September 09, 2005

Make TRADE, not War

Artigo obrigatório na Libertad Digital.


La libertad económica es casi 50 veces más efectiva en la prevención de la paz que la democracia, según el último informe sobre la libertad económica en el mundo de los institutos Cato y Fraser. Un año más, el país económicamente más libre del mundo es Hong Kong. El estudio revela que cuanto mayor es la libertad económica, mayor es el crecimiento, la inversión per cápita y la renta generada por los más pobres. Por el contrario, menor es el trabajo o la mortalidad infantil.

(...)

Otro de los hallazgos del informe anual sobre libertad económica en el mundo es que cuanto más libre es un país, mayor es su desarrollo humano.

(...)

Estos resultados son consistentes con el hecho de que cuanto mayor es la represión económica, mayor es la mortalidad infantil y adulta, menor la esperanza de vida y son mayores el índice de desempleo y el de analfabetismo.

(...)

El índice de pobreza, según lo define las Naciones Unidas, es mayor en las economías más reprimidas que en las más libres.

(...)

Pero lo más original de la última edición del EFW es un estudio específico destinado a evaluar la contribución de la libertad económica a la paz. La relación entre el comercio y la integración económica y el mantenimiento de la paz ha sido descrito por muchos autores, de Adam Smith o Richard Cobden a Ludwig von Mises. El informe recoge los datos sobre los conflictos armados que hay en el mundo y los relaciona con los datos propios sobre la libertad en las relaciones económicas. El resultado es que, si bien la expansión de la democracia ayuda al mantenimiento de la paz, la libertad económica contribuye hasta 50 veces más a la paz mundial.


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Aqui ficam as ligações para as fontes originais:

Economic Freedom of the World (Cato Institute)


Economic Freedom of the World (Fraser Institute)

Portugal, como seria de esperar, aparece em lugar de destaque - 34º. Menos liberdade económica em países da Europa Ocidental, só mesmo em França (38º), o bastião do socialismo europeu, e em Itália (54º), o bastião da corrupção.

10 Downing Street, São Bento

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Nova era para Tróia

Uma operação a que assistiram cerca de 300 convidados, entre eles o primeiro-ministro, José Sócrates (que accionou simbolicamente a implosão), o empresário Belmiro de Azevedo e autarcas da região.

Os trabalhos de preparação dos dois edifícios foram feitos por uma empresa inglesa, contratada pelo grupo Sonae, que colocou cerca de 95 quilos de cargas explosivas nos pontos mais frágeis, para provocar a implosão das duas torres.

Ficou-se a saber o porquê de um countdown e não de uma “contagem descrescente”. A demolição foi feita por uma empresa britânica e não por Sócrates como ontem se imaginava. Resumindo, todo aquele circo foi literalmente para inglês ver.

Como Sócrates não consegue demolir duas torres sozinho sem a ajuda dos ingleses, talvez seja boa ideia chamar também Tony Blair. Isto porque Sócrates não parece ser melhor primeiro-ministro do que (des)construtor civil.

Mais fãs do Bono

São notícias como esta que me deixam sempre de pé atrás quanto às campanhas para erradicação da pobreza no mundo.

Activistas da campanha «Pobreza Zero» vão pôr a tocar os seus despertadores esta sexta-feira à noite frente ao Palácio de São Bento, em Lisboa, para «despertar» o primeiro-ministro, José Sócrates, para a luta contra a pobreza.

«Queremos que a luta contra a pobreza no mundo passe a ser prioritária na agenda política do primeiro-ministro e na discussão do orçamento de Estado», disse à Agência Lusa Joana Pires, uma das coordenadoras da campanha em Portugal.
Despertadores tocam em São Bento para sensibilizar Sócrates



Se estes activistas se preocupam tanto com a pobreza no mundo porque não fazem as suas críticas aos regimes corruptos que eles sustêm? Outros dos graves problemas reside na falta de liberdade que se verifica em muitos destes países. Porque não lutam eles contra o desrespeito pelos direitos humanos (incluindo o da propriedade que é sempre ignorando) em vez de se resumirem a uma campanha politicamente correcta sobre a ajuda aos “pobres do mundo”?

Não compreendo a intenção de fazer isto em Portugal. Mais valia que o tivessem ido fazer para a Eslovénia. Caso ainda não tenha percebido, Portugal é o país mais pobre da Europa dos 15 (e não só). Em breve, talvez o da Europa dos 25. Os dirigentes da “Campanha Zero” caem na contradição de pedir aos pobres que fiquem mais pobres para eliminar a pobreza porque já se sabe que os fundos estatais são financiados pelos contribuintes, obviamente.

Que melhor demonstração de ingenuidade poderão demonstrar estes senhores ao não pedir que os mercados europeus se abram aos outros países mais pobres, sem tantas restrições? A solução para o crescimento é a do comércio livre, não a da injecção constante de fundos que, muito provavelmente, nem chegam ao destino pretendido.

A campanha “Pobreza Zero” resume-se ao que já estamos habituados a nível deste género de campanhas ao bom estilo Imagine de John Lennon. Uma espécie de socialismo que “facilite” o acesso aos bens por parte da população. Talvez o herói afinal seja Fidel Castro.

P.S.: Que fique registado que li o Manifesto da “Pobreza Zero” mas não dou a ligação para o projecto. Estava a sentir-me mal só de ler a apresentação dos "argumentos" para a campanha.

Thursday, September 08, 2005

Miradas simbólicas

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"O primeiro-ministro português accionou o detonador que provocou a demolição"

Sapo/Lusa

Wednesday, September 07, 2005

Os anarco-estatistas

Esta sondagem mostra que as críticas às respostas dadas pelos vários níveis de autoridades envolvidas estão bastante divididas, não sendo unânime aquela crítica a Bush que a nossa imprensa quer fazer crer. Mas, também o facto é que, em Portugal, a imprensa quase só ouve gente ligada ao partido democrata e cita os jornais que quiseram eleger Kerry.


Apesar de tudo

Isto faz-me lembrar que os telejornais de hoje, na SIC e na TVI demonstravam uma indignação relativamente à forma "repressiva" como a retirada de Nova Orleães está a ser feita. O exército está a retirar as pessoas das casas a bem ou a mal. Resumindo, está a forçá-las a sair.

O mais intrigante é que agora os jornalistas de ditos canais utilizam expressões de compreensão para com os que ficaram para trás, afirmando que é o seu direito a ficar, numa estranha reviravolta ideológica que passou a ter como base o direito à propriedade e à decisão individual. Ora, não eram estes mesmos canais que há uma semana atrás criticavam fortemente a actuação "passiva" do governo federal? A falta de planos de evacuação? (quando muita gente ficou para trás - como é noticiado hoje - precisamente porque não deseja sair).

Como se consegue passar de estatista a anarquista numa semana? Que pergunta estúpida. Qualquer coisa que seja americana serve para dizer mal. Não interferiram na vontade das pessoas mesmo que isso as prejudicasse? Mal. Interferem na sua liberdade individual para as retirar de uma cidade-fantasma? Mal.

Criticar os EUA não é ser anti-americano. Criticar os EUA por tudo e por nada sim, é ser anti-americano. Especialmente quando se critica porque “os americanos” fazem X mas, em simultâneo, porque “os americanos” não fazem X.

Portuguese do it better

Não, não estou a falar de sexo. É mesmo a nova retórica argumentativa para a base de dados genética que o governo deseja criar. Parece que, como os EUA e o RU já o fazem, então Portugal devia também fazer (provavelmente para que se tenha o prazer de dizer que foi feito “antes de Espanha e Itália”).

Governo estuda criação de base de dados genéticos


O Governo está a estudar a hipótese de criar uma base de dados genéticos, para ajudar a investigação criminal e a identificação civil, disse hoje à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Justiça.

(...)

Na Europa Ocidental, Portugal, Espanha e Itália são os únicos países que não possuem esse mecanismo de informação genética, que existe em países como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.


O mais preocupante é que esta notícia se baseia numa mentira pura. Não existe nos EUA nenhum sistema de base de dados genética. Nem no Reino Unido. Os registos criminais não implicam que toda a população esteja registada pelo Estado, ao contrário da medida que o governo português pretende iniciar.

Ambos os países têm um historial de rejeição de formas de identidade. Neste momento, a sociedade britânica enfrenta as intenções do governo em criar um bilhete de identidade biométrico. Esta medida do governo de Tony Blair está a receber oposição de grande percentagem da população, o que levou também à criação de grupos que se opõem veemente à implementação de tal sistema.

Quanto aos americanos, basta falar-lhes em bases de dados estatais para que comecem a pensar em emigrar para as Ilhas Caimão.

Jornalismo isento

A verdade é que a saga continua. Esta notícia da SIC, por exemplo, mereceu destaque na página principal do Sapo. Observe-se o título.

Resposta inadequada

Relatório responsabiliza Administração Bush pelas consequências do Katrina

A resposta da Administração Bush foi inadequada e existem dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos lidarem com um possível ataque terrorista. Esta é a conclusão de um relatório preliminar da comissão independente criada pelo Congresso norte-americano para investigar a forma como o Governo lidou com as consequências do furacão Katrina.

Agora, leia-se não só o lead mas o corpo da notícia. Que contém? Nada. Nada de nada. Apenas fala da situação que se verifica na cidade, dos problemas e do que se está a fazer para os solucionar. Não há referência alguma ao tal relatório que é mencionado no topo da notícia e que lhe dá o título. Isto não é sensacionalismo jornalístico de base anti-americana? Então, é o quê?

Recomendo a leitura do texto do André n’O Insurgente.

Tuesday, September 06, 2005

Extra, Extra! Transporte grátis em Lisboa!

Promessas eleitorais - Transporte grátis para todos!!!

Carmona Rodrigues propôs ainda o alargamento do Lisboa Porta-a- Porta, um serviço gratuito de transporte de moradores proporcionado pela Câmara, ao bairro do Loureiro, junto à Avenida de Ceuta, para facilitar a deslocação das pessoas ao resto da freguesia de Santo Condestável e acesso a farmácias, mercados ou centro de saúde.


Não sei porquê mas esta medida faz-me lembrar a lógica do sistema de saúde cubano. Sim, aquele maravilhoso, o melhor do mundo! Melhor do que o dos imperialistas americanos! Este aqui.

Katrina e o anti-americanismo III

Em virtude dos últimos acontecimentos nos EUA denota-se um problema muito grande no resto do mundo. Percebe-se que as pessoas que não são americanas continuam a ver os EUA como se fossem um deus imbatível, intangível e intocável. Acabam depois por se surpreender pela força das imagens e pelos números da tragédia porque viam a “América” como um colosso inabalável.

O principal erro reside nessa crença. O segundo erro mais importante demonstra-se na inveja e no contentamento com o sofrimento dos outros. Por toda a Europa se observaram reacções de regozijo com o sucedido. Para justificar a sua alegria com a catástrofe utilizaram-se argumentações falaciosos baseados na raiva ideológica.

“Os americanos invadiram o Iraque, logo é bem feito”

“Os americanos não cumpriram o Protocolo de Quioto, é bem feito”

“Eles têm a mania que são os maiores, é bem feito que é para aprenderem”

“Têm a mania que são os polícias do mundo e isto acontece-lhes lá, é bem feito”

Estas justificações, típicas de um activista palestiniano, são repugnantes. Já todos percebemos que o Katrina foi devastador. Os estados do sul dos EUA costumam ter vários furacões por mês, o que explica a aparente passividade com que as coisas foram tomadas. Contudo, dias antes, avisaram-se as pessoas de que deviam retirar porque existia risco de inundação. Quem ficou para trás – dizem os sabichões, porque eram todos pobres e não tinham forma de sair – caem na contradição de depois dizer que é bem feito porque os EUA são um país rico. Se os EUA são um país rico e é bem feito então o que explica que haja pobres? Se os mesmos sabichões intelectuais da política assumirem que afinal há pobres então dirão que a disparidade económica nos EUA é muito superior à dos países europeus, afirmando que nos EUA só há estados ricos e depois há os estados pobres, o que é puramente falso. Segundo este estudo publicado pela Timbro em 2004 (obrigado ao Jorge Valín pela ligação) qualquer país europeu – à excepção do Luxemburgo – estaria entre os estados americanos mais pobres. É curioso ver a posição de Portugal que no estudo se encontra mesmo em último lugar, atrás de TODOS os estados americanos e europeus. Louisiana encontra-se a meio da tabela, quase ao nível médio nos EUA. Segundo esta notícia publicada no DN, NO tem 67% de população negra e 33% de pobreza. Logo, à partida, pelo menos metade da população negra não é pobre, assumindo que não existem outras “raças” pobres. A verdade é que toda a gente também viu imagens de “brancos” afectadas pelo desastre mas as cadeias televisivas preferiram, evidentemente, usar a imagem dos negros para oferecer mais impacto, não fossem este um tema de constante debate (histórico) nos EUA.

Outro dos aspectos relevantes é a definição de pobreza nos EUA, que pode ser consultada aqui.

Os números para 2004 podem ser visto aqui.

Como se pode ver a pobreza começa a ser delineada com um salário quase duas vezes superior ai salário mínimo em Portugal.

O outro factor que se torna extremamente importante – mencionada pelo estudo da Timbro – é o seguinte: os pobres dos países mais ricos vivem melhor do que os pobres dos países mais pobres, como pode ser verificado na página 21.

3.4 It is better being poor in a rich country than in a poor one


Poverty is a highly relative concept. As we saw in the preceding section, for example, 40 per cent of all Swedish households would rank among low-income households in the USA, and an even greater number in the poorer European countries would be classed as low income earnings by the American definition. In an affluent economy, in other words, it is not unlikely that those perceived as poor in an international perspective are relatively well off. The media image of the American poor is that they have great difficulties to contend with, that they are dossers, junkies and in various ways marginalised. There are of course such groups in the USA, and they are relatively large, but – and this is an important “but” – such groups exist in European countries too. There is also another image of poverty in the USA, namely that the great majority of those considered to be poor have a relatively good material standard of living. Examples are given below.


First of all, the percentage of poor people in the USA has diminished over time, concurrently with the growth of the American economy; see Table 3:1. In 1959, for example, 22 per cent of all Americans were living below the then poverty line. Today only 12 per cent are living below the present-day poverty line. Things have also improved for the black population of the USA, whereas for Hispanics the poverty percentage has changed little since 1972.


What does it mean to be poor in the USA? Major living standard surveys carried out in the USA at regular intervals show the poor to have a surprisingly high standard of living; see Table 3:2. A large proportion own their homes and have one or more cars. Domestic appliances of different kinds are also relatively common, as are one or more TV sets complete with video or DVD. Material prosperity, in other words, is high and not associated with the material standard of living which many people in Europe probably associate with poverty. Good economic development, in other words, results in even poor people being relatively well off. Quite simply, it is better to be poor in a rich country than in a poor one.

O mais vergonhoso nem sequer é que se debatam argumentos relativamente ao racismo e à questão da pobreza. Nem sequer que se discutam as falhas do sistema – que obviamente se deram (haveria, no entanto, algum outro local do mundo preparado para tal catástrofe?) mas sim que se limite a um sensacionalismo arrogante que permite que se façam perguntar completamente descabidas como a que se via há dias no portal do Sapo:

Votação
O que se passa em Nova Orleães é humilhante para os EUA?

Qual é o interesse repentino e descabido dos meios de comunicação social portugueses pelas questões politicas norte-americanas – como a responsabilização do governo federal? As declarações do Mayor (democrata) têm sido utilizadas ad nauseam pelos canais de televisão para demonstrar “inquestionavelmente” que a culpa é do governo federal. Mas talvez isso engane apenas os europeus em geral, e os portugueses em particular? Ao contrário de Portugal, os EUA são um país descentralizado. Se há alguém que culpar inicialmente é o governo estadual por não ter prevenido a situação anteriormente (como se um Estado alguma vez o conseguisse). O Brainstormz d’O Insurgente apontava, há já vários dias, um estudo publicado no von Mises Institute cuja leitura também recomendo. O João Miranda do Blasfémias afirmou uma coisa que também me passou pela cabeça enquanto lia as notícias da catástrofe:

“Se os portugueses fossem tão exigentes com os políticos portugueses como com os políticos americanos, Portugal seria um país bem mais desenvolvido.”


Estendo o comentário de JM aos meios de imprensa, que dificilmente criticam o estilo político português (aliás, apoiam todas as formas de estatismo) mas que se tornam incrivelmente lancinantes aquando de assuntos relativos às políticas externas e internas americanas. Então e que tal começar a pedir responsabilidades políticas pelos incêndios que devastam o país? E que tal pedirem responsabilidade pela quantidade de gastos inúteis do governo? E pelos investimentos públicos sem qualquer resultado visível? E pela falta de qualidade do ensino, nomeadamente o superior? O aumento constante dos impostos? As bases de dados que o governo deseja criar para controlar os cidadãos? E, embora seja pedir muito, pelo proteccionismo estatal que a todos prejudica?

Não. A imprensa portuguesa prefere o sensacionalismo. Prefere o jogo das emoções e a propagação da cultura de destruição. Mas acobarda-se. Aponta o dedo aos americanos (ou ao governo americano? Ainda não se compreendeu, se calhar os canais de televisão até são todos liberais) e gera discussões em torno das responsabilidades, etc. Já lhes ocorreu por acaso que também há assuntos de extrema relevância que deviam ser discutidos, além da telenovela das presidenciais? Irónico que sejam estes mesmos pioneiros do estatismo nacionalista os primeiros a dar uma prova tão ridícula de “globalização” desnecessária e absurda.

A blogosfera assume cada vez mais o papel de imprensa do futuro.

Monday, September 05, 2005

Xenofobias económicas II

PSD: Governo prestes a autorizar «à socapa» venda da TVI


Falando na sessão de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Luís Marques Mendes salientou que «o problema não está no negócio privado», mas no facto «de a TVI ser um bem público».

«Portugal tem apenas dois canais privados e (o Governo preparar-se para autorizar que um destes se torne propriedade espanhola», sublinhou.

Para Marques Mendes, «a televisão é garante da língua e identidade nacional», que poderão estar em risco se o negócio se concretizar.

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Depois do CDS-PP, agora também Marques Mendes. Porque insistem em chamar a isto "Direita"? A TVI passou a ser um "bem público" e de lixo cultural torna-se em bastião da língua e cultura portuguesas. Marques Mendes enlouqueceu ou está a tentar esclarecer os indecisos de que é um verdadeiro (nacional-)socialista?

Sunday, September 04, 2005

Eclipse Solar

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A ver, em Outubro, num céu perto de si.

Portugal na rota de um Eclipse solar anular

No próximo dia 3 de Outubro, Portugal estará na rota de um eclipse do Sol anular, cuja linha central passará pelas regiões do Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, avançando depois para Espanha e África. (...) No máximo do eclipse, ver-se-á um anel luminoso a rodear o disco negro da Lua - e daí a designação de "eclipse anular". Os observadores espalhados pelo resto do território de Portugal poderão testemunhar um eclipse parcial.

Saturday, September 03, 2005

Hipocrisias governamentais

Teixeira dos Santos no seu melhor. Na própria tomada de posse dos seus directores-gerais (mais jobs para mais boys) e já com as típicas argumentações contraditórias.


Falando no final da cerimónia de posse de quatro novos directores-gerais, o ministro [das Finanças] reconheceu que a conjuntura económica é, sem dúvida, «preocupante» e desafiou o sector privado, que tem de ser o motor da recuperação, a reagir.

(…)

Na cerimónia de posse, o ministro das Finanças reconheceu que urge dar uma resposta ao momento difícil da economia portuguesa, sublinhando que a iniciativa privada «tem uma responsabilidade inalienável no esforço de inversão do actual clima de pessimismo e do fraco crescimento económico».


Então, é o sector privado que tem que ser o motor da recuperação. Muito bem.

Que palhaçada de declarações vêm a ser estas? O que dizer das centenas de PME’s que ameaçam fechar as portas por causa da sobrecarga fiscal? Ou seja, o Estado exerce, como refere Dos Santos (não confundir com outros Dos Santos que não pertencem à mesma família de larápios), um papel na “retoma da confiança dos agentes económicos, na criação de um ambiente macroeconómico e institucional favorável à competitividade, ao emprego e ao crescimento” mas em simultâneo afugenta os investimentos estrangeiros e impede os portugueses de os fazer.

Como é possível dizer, nas mesmas declarações, coisas completamente contrárias? O Estado obriga as empresas a pagar dezenas de impostos. O mercado de serviços (electricidade, água, etc.) não é livre. Existe intervencionismo estatal. As leis laborais são uma anedota. Criar uma empresa demora meses – o governo socrático usou a campanha da Empresa na Hora mas a verdade é que isso apenas cria a empresa mas não a licencia… – e sustê-la é quase um milagre. Contas, contas e mais contas. Contas a pagar directamente ao Estado. Contas a pagar às empresas controladas pelo Estado. Contas a pagar às empresas que detêm monopólios concedidos pelo Estado. Contas a pagar às empresas que, por sua vez, são afectadas pelas acções do Estado, influenciando negativamente o mercado por inflação artificial dos preços de venda. Qualquer produto comprado acarreta numerosos impostos. Os serviços implicam impostos e outras taxas (incluindo as indirectas). Há dias ficou-se a saber que são agora os próprios empresários que vão também financiar o sector público de audiovisuais! Dinheiro PRIVADO que vai para o ESTADO. Precisa de um desenho Sr. (sic) ministro? Como espera que os privados façam investimentos e revertam a situação económica quando cada vez mais o sistema lhes suga mais fundos? Que descaramento. Os empresários portugueses espremem as suas economias até ao último tostão para conseguir manter o negócio.

Quererá Teixeira dos Santos referir-se a investidores estrangeiros?

Chineses, talvez? Aqueles que têm os seus têxteis bloqueados?

Se queremos estimular o investimento privado porque o bloqueamos?

Para proteger os investidores nacionais?

Então por que razão os sobrecarregamos com taxas e burocracias?

Teixeira dos Santos, faça-nos um favor. Demita-se ou desista do seu ordenado pois é ele uma das causas dos nossos problemas. Como pedir aos empresários portugueses que funcionem como motor de reanimação da economia portuguesa se esta está estagnada ou mesmo em recessão precisamente por causa do intervencionismo estatal? Que brincadeira de mau gosto são as suas declarações? Aliás, qual é a sua utilidade? Ganhar uma fortuna para dizer aos empresários que são eles quem deve gastar (perder) mais dinheiro? Para que lhe pagam os contribuintes a si, então? Conselhos inúteis como esses podemos todos obter facilmente, aprendendo com os mestres Chávez e Castro na televisão.

Por favor. É como esfaquear um animal múltiplas vezes e pedir-lhe veemente que pare de sangrar para que o possamos continuar a esfaquear a nosso bel-prazer. Uma versão sádica de vampirismo que afunda cada vez mais Portugal.