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Tuesday, August 09, 2005

RDA, esse paraíso

Mais de 1100 pessoas morreram ao tentar fugir da RDA

Novas investigações adicionaram 70 vítimas ao total estabelecido o ano passado, o que dá 1.135 pessoas mortas

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Versão da história

Versão comunista

«Novas investigações adicionaram 70 vítimas ao total estabelecido o ano passado, o que dá 1.135 pessoas mortas»

Esses números estão falsificados pelos americanos imperialistas e seus parceiros coadjuvantes do neocolonialismo. Não sei como acreditas nisso.

«Mais de 1.100 pessoas morreram ao tentar fugir da ex-República democrática alemã (RDA) depois do fim da segunda guerra mundial, segundo o relatório publicado hoje por uma associação de vítimas denominada "Grupo de trabalho do 13 de Agosto".»

Claramente também foi induzido pelos capitalistas. Todos os que foram mortos eram traidores da pátria. Era uma situação de guerra e claro – não nos podíamos dar ao luxo de ter pessoas a sair do nosso paraíso comunista para dar informações aos americanos.

«O nome da associação recorda o dia em que, há 44 anos, se iniciou a construção do muro de Berlim, ordenada pelo regime comunista da RDA para travar a fuga de cidadãos para o ocidente.»

Mais uma mentira da história falseada pelos neo-liberais britânicos e americanos. O muro de Berlim foi construído para travar a imigração! Era tanta gente a querer entrar que tivemos que o construir para evitar que houvesse sobrelotação! Toda a gente queria vir para o nosso paraíso beneficiar das nossas qualidades.

"As investigações são difíceis, tanto mais que a Stasi (a polícia política comunista) trabalhou e matou em segredo", disse um responsável da associação, Alexandra Hildebrant.

Era para protecção do Estado. Um Estado forte não pode existir sem uma polícia política. Têm que ser eliminados todos aqueles que não desejam a democracia.

«Os guardas fronteiriços mortos por colegas, por dissidentes, ou que se suicidaram, depois de terem recusado disparar sobre compatriotas, estão igualmente contabilizados como "vítimas".

(…)

O relatório inclui ainda os alemães de leste que tentaram fugir pelo Mar Báltico ou por fronteiras fora da Alemanha.»

Tudo mentira, como aqueles vídeos que se vêem de pessoas a serem mortas no muro. São imagens inventadas pelos porcos capitalistas neo-liberais americanos para nos deixar mal. Já fizeram o mesmo com a chegada à Lua. Eles nunca estiveram lá – aquilo foi só uma técnica para dizerem que eram melhores do que a nossa URSS.

«"Estes mortos não podem cair no esquecimento", disse Hildebrant, evocando a sua luta pela construção de um memorial às vítimas no centro de Berlim, perto do local onde se erguia o Muro.»

Não caias nessa. É mais um movimento de sensibilização para o revisionismo histórico! É como o 11 de Setembro – aquilo não foram sauditas da Al-Qaeda. Era tudo planeado pelos americanos para poderem atacar os pobres dos países muçulmanos (paz esteja com eles)! Assim como também inventaram que o Estaline e o Mao fizeram purgas…que estupidez. Eles eram camaradas, é óbvio que não fizeram purgas nenhumas. Aliás, foi por isso que reabilitámos o Estaline há umas semanas. Grande camarada esse.

Tenho orgulho em ser comunista. Viva a liberdade! Fascismo nunca mais!

Regresso controlado

Depois de muita ansiedade e planos adiados devido ao mau tempo, o Discovery regressa à Terra. Com os fantasmas do Challenger e do Columbia de volta à cena principal temia-se o pior já que houve a necessidade das duas reparações das faixas de cerâmica do escudo térmico.

Felizmente, os astronautas regressam à Terra e a NASA obtém o seu primeiro voo tripulado do vaivém espacial com êxito desde o desastre do Columbia. Uma garantia para a continuidade do programa de exploração espacial. Na memória, e para a posteridade, ficam imagens como esta. Ligações da BBC abaixo.

Images of shuttle in orbit
Launch day in Florida
The best launch images

Sunday, August 07, 2005

A Física da Economia

Costuma existir um consenso generalizado de que a matemática é a rainha das ciências. Toda a minha vida me tenho oposto a essa ideia, afirmando, com grande certeza, que a física é, por sua vez, a rainha entre estas. Isto não se deve à minha relação profissional com física mas precisamente ao contrário. O meu interesse fundamental em física nasce da explicação (ou da tentativa de explicação) que dá sobre a realidade. Desde o vácuo e dos blocos que constituem o universo aos agrupamentos de galáxias.

O leitor mais interrogador perguntar-se-á: mas afinal isso não é tudo uma forma de querer colocar a física sobre um altar menosprezando as outras ciências? Pois bem, não se trata disso. A física, como todas as outras ciências exactas, nasceram do que era antigamente chamado de filosofia natural. Em termos de vocabulário actual, atrever-me-ia a dizer que, para além de terem saído do âmbito da filosofia, as ciências se afastaram efectivamente das humanidades para ser cada vez menos filosóficas e mais fundamentais na sua explicação concreta do que nos rodeia.

Na sua essência, todas as ciências exactas são parte da física, aparte da taxinomia que lhes desejemos aplicar. A biologia estuda a física dos corpos, a química a física dos componentes, a astronomia a física dos astros, a engenharia a aplicação directa de sistemas físicos, etc. Esta divisão leva a que se criem conceitos que em parte não necessitam directamente da física para ser explicados. Ninguém pensa em átomos e moléculas quando diz que a pepsina do estômago fragmenta os péptidos nem quando afirma que um ácido adicionado a uma base origina água e um sal. No entanto, quando analisados os conceitos de forma aprofundada, é necessário recorrer aos princípios básicos – dados pela física – para os explicar e daí o nascimento de ramos de ciências como a biofísica, astrofísica, biofísica, geofísica, etc.

Quanto à física em si, é indissociável da matemática, que serve de seu suporte. A matemática está presente em todas as ciências precisamente porque é a linguagem na qual está escrito o Universo, algo previamente dito por Galileu. A ciência que o sabe ler é a física, estando isso patente em todas as outras ciências como referi anteriormente. Enquanto que as outras ciências se encontram restritas a modelos tangíveis específicos, a física é indispensável para explicar o mais pequeno – mecânica quântica e flutuações do vácuo, por exemplo – e o maior, como a cosmologia e a sua relação com a teoria da relatividade geral. Um pouco como a microeconomia e a macroeconomia, o que é uma analogia ilustrativa.

Também as ciências como a economia e a sociologia são, no seu âmago, física. Afinal de contas são acerca de humanos e esses mesmos humanos são sistemas físicos. Penso que isso seja indiscutível. Embora a física da neurologia não esteja ainda desenvolvida a tal ponto que permita a matematização das teorias (razão pela qual grande parte das teorias psicológicas não utilizam “quantidades mensuráveis” – coisa que irrita muito os psicólogos quando se lhes diz) é função da física investigar esses campos e, a longo prazo, compreendê-los. Dos sistemas dinâmicos aos comportamentos estocásticos tentam-se aproximações àquilo que ainda é difícil explicar devido à complexidade inerente ao número de variáveis existentes.

No blogue Pura Economia surge agora um artigo de bastante interesse (e importância) relacionado precisamente com a interacção entre a física e economia. J.A. dá algumas ligações de outros artigos que focam precisamente o assunto da chamada econofísica. A ler, em pormenor e com grande atenção. O blogue, em geral, é igualmente recomendado.

Saturday, August 06, 2005

Estudos da OTA? Quais estudos?

Venho aqui responder ao apelo de Pacheco Pereira que pede no seu Abrupto um esclarecimento relativamente à OTA.

O governo vem agora dizer, com uma desfaçatez extraordinária, que não irá publicar qualquer estudo acerca da OTA. O governo socrático espera, portanto, que os portugueses (aqueles que se importam e aqueles que não se importam) simplesmente façam uma demonstração de confiança cega na sua administração.

Pois bem, se o Sr. (sic) ministro Manuel Pinho

“ (…) em entrevista ao Diário Económico, disse respeitar muito os 13 economistas que subscreveram um manifesto crítico do projecto da Ota, mas «há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções.» (…)”

pergunto eu onde estão essas "buscas de soluções"? Para aqueles que sabem que qualquer estudo sério daria razão aos que defendem que o investimento público é prejudicial, parece óbvio que o governo oculta esses documentos (se existirem, de facto) apenas para levar a sua decisão avante (salvo seja). E então, senhores governantes, onde estão esses estudos intelectualizados feitos por tanta peritagem? Ou talvez eu seja um mero cidadão português e essa qualidade de ser inferior não me permita saber a verdade acerca do que é feito com o meu dinheiro?


«PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?»

A hipocrisia do poder

Então senhores primeiro-ministro e ministro da administração interna? É a melhor altura para estar de férias. Após ser eleito primeiro-ministro de um país foge-se para o estrangeiro. É sempre mais fácil fugir às responsabilidades quando elas nos chamam.

Ou se calhar é melhor escondermo-nos nos gabinetes, por detrás da burocracia e das responsabilidades laterais enquanto “apelamos aos patrões e à população” para fazerem um esforço. Basta de cinismos. São estão a ser pagos para resolver os problemas da nação, para que servem os vossos cargos se não o fazem?

Suponho que alguns defensores do estatismo mais perversos irão tentar lançar teorias da conspiração sobre as fotos de satélite da NASA? É que realmente só falta isso.

While Portugal faces its worst drought in 60 years, more than 3,000 firefighters struggle to contain almost 20 fires ravaging the countryside. Water shortages and temperatures higher than 100 degrees Fahrenheit (40 degrees Celsius) have hampered fire control efforts. As of August 5, 2005, several firefighters have died and one resident has been badly injured in recent fires, and more than 168,000 acres (68,000 hectares) have burned this year, according to the BBC and Reuters.

EO Newsroom: New Images - Fires in Portugal

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Sobre as democracias

Dois artigos de CN no blogue Causa Liberal que tomo a liberdade de republicar aqui já que não encontrei forma de dar a ligação específica aos artigos em causa. Espero que o CN não se importe, não fosse eu um respeitador da propriedade privada...

Levam a pensar profundamente na questão que se relaciona com a democracia e os seus fundamentos, os aspectos da social-democracia e as suas consequências e falhas lógicas. Como não reparei em mais ninguém a fazer referência a estes artigos na blogosfera liberal, achei relevante referi-los já que os vejo de extrema importância e parecem ter passado despercebidos.


Democracia Politica e Liberalismo-Democracia Civil

Imaginem um desses grandes condomínios residenciais, que os já existem, com vivendas, ruas, lojas, etc.

A gestão do condomínio estará a ser efectuado por uma empresas especializada, as decisões são tomadas em Assembleias previstas em estatutos, e a tradição-costume de convivência encarrega-se de um modus de convivência pacífico, que em última análise se destina a conservar e até a valorizar o património individual e comum dos proprietários, que determinam em última análise os regulamentos (o que é ou não permitido no espaço comum, manutenção, etc) e a sua constituição (estatutos).

De repente, por parte de residentes não proprietários (filhos de proprietários residentes, etc) surge a ideia de "revolução democrática":

A pretensão que o condomínio seja "democrático", que todos os maiores de 18 anos possam universalmente em "um Homem um voto" votar em eleições para "democráticamente" decidir os destinos no condomínio e isso inclui poder mudar a sua constituição (estatutos).

Podemos imaginar o que se poderá passar depois desta revolução: o actual paradgima social-democrata.

O igual voto convida a que a maioria se auto-legitime no centralismo democrático igualitário para ultrapassar a legitimidade do direito de propriedade dos condóminios. Os proprietários (em geral, pais e avôs de família) que enquanto o são detêm uma hierarquia natural com os seus filhos e convidados passam a disputar em minoria, o desejo da maioria se desligar dessa ordem natural.

É este o problema entre democracia civil (baseado em contratos e proprietários) e democracia política. E na base está a noção igualitarista das democracias modernas, que aparentemente resolveu "problemas" mas trouxe muitos outros, como a quase incompatibilidade do actual centralismo democrático moderno e a noção de liberdade numa ordem natural.


Igualitarismo e a alegoria da revolução democratica

Num post anterior dei a imagem das consequências previsiveis de uma revolução democrática num condominio.

Em qualquer arranjo de propriedade comum (empresas, condomínios), os interesses patrimoniais e o desejo de uma "ordem interna" que o valorize excedem os outros (o que não quer dizer que são os únicos em jogo).

A decisão de gestão e o pagamento das despesas (preservação, manutenção, investimetno) em comum são por vezes dificeis (principalmente, no caso português, onde a tradição era escassa e onde o processo de condicionamento do mercado de arrendamento produziu o maior dos desastres, um deles, a falta de cultura na gestão do património), mas mais tarde ou mais cedo os interesses práticos acabam por prevalecer (mesmo em Portugal, os condomínios entregues a empresas especializadas começam a funcionar relativamente bem - ainda que como disse, exista o problema cultural).

Agora, a Revolução Democrática seria estabelecer que todos os residentes maiores de idade votam em Eleições "Livres" para gerir os destinos comuns do condomínio, incluíndo:

- a forma de financiamento, o que inlcui - como nas democracias politicas - a capacidade de impor a redistribuição de rendimentos interna
- definir o aparato coercivo (tribunais e judicial) de impor essas decisões (ou seja, quem nao cumpre, tem o arresto dos bens e a ameaça de rapto - ou seja, prisão, na linguagem estatista).

A isto, os democratas (politicos) chamam de única forma de governo "legitima" e em "paz". Um sistema que ultrapassa os proprietários, onde os maiores de idade-quando não os menores - ganham a independência do "dono da casa" (normalmente os pais/etc) e podem até, pelo efeito da maioria - condicioná-los - e se sentem "livres" da educação e autoridade do patriarca (proprietário) - o Estado central para se impor precisa de "libertar" o individuo da familia e comunidade (para isso condicionou - começou com Napoleão - a tradição da herança primogénita para forçar à decadência das propriedades de familia).

Não pode existir liberalismo ou qualquer espécie de saudável conservadorismo no igualitarismo do estado social-democrata. "Um homem um voto" em tese parece uma boa ideia para determinadas decisões colectivas, mas por alguma razão todos os liberais clássicos do século 18 e 19 alertaram para o despotismo do centralismo democrático e o igualitarismo de voto universal.

Remédio? A descentralização política e administrativa. Mesmo que num condomínio se institua o voto universal, é mais dificil que se transforme numa social-democracia alargada porque:

- a proximidade dificulta a agressão confiscatória
- o direito de "sair" é fácil de exercer
- o interesse em manter o condomínio atractivo (ou seja, valorizado) para potenciais compradores impede tentações suicidas

A última pergunta, quem é que compraria uma residência num condomínio com o voto universal de todos os residentes com maiores de 18 anos no sistema "Um homem um voto"?....Bem me parecia.

Friday, August 05, 2005

Exigências islâmicas

Al Qaeda ameaça Reino Unido e EUA

O «número dois» da rede terrorista Al Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, ameaçou esta quinta-feira o Reino Unido de «mais destruições» e os EUA de «catástrofes piores que as do Vietname», num vídeo difundido pela Al Jazeera.

(...)

«Blair levou-vos à destruição e vai levar-vos a mais destruição e catástrofes, a não ser que travem a agressão contra os muçulmanos.

Abandonai os nossos países», sublinhou Al-Zawahiri na primeira aparição pública desde há já vários meses.

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Objectivos da agenda de Al-Zawahiri para parar a agressão aos muçulmanos e consequente invasão de território sagrado do Islão e dos "seus" países:


1. Tropas anglo-americanas retiram do Iraque.

2. Coligações internacionais forçadas a retirar do Afeganistão devido a pressão dos meios de comunicação social, partidos socialistas, pacifistas, anti-americanos e do eixo franco-alemão.

3. Sublevação em antigas repúblicas soviéticas financiadas por grupos islâmicos.

4. Colonatos judeus retiram da Palestina. Israel fecha-se sobre si mesma.

5. Levantamento na Indochina. Indianos retiram de Caxemira.

6. Alemães retiram de bairros turcos.

7. Bases americanas nos países que fazem fronteira com o Irão evacuam sob a ameaça de mísseis apontados em rota de colisão.

8. Franceses retiram-se dos guetos argelinos. 1/4 do país é tomado. Apoio dos grupos de esquerda que dizem ser um gesto de afirmação contra a discriminação.

9. Atentado terrorista na Praça de São Pedro. Apoio dos ateus europeus e americanos que defendem a liberdade religiosa.

10. Emigrantes albaneses atacam em Itália, financiados por grupos nacionalistas radicais.

11. Evacuação em Birmingham dos bairros de Sparkbrook Small Heath e Ladywood.

12. Líderes muçulmanos de todo o mundo aparecem na BBC, CNN e outras dizendo que tudo não passa de uma manifestação de radicais fundamentalistas que nada têm a ver com o Islão.

12. Arábia Saudita manda enviados especiais aos EUA para avaliar as "condições inaceitáveis" em que vivem os seus emigrantes.

13. Bósnia-Herzegovina invade Croácia e Sérvia-Montenegro pondo um ponto final aos problemas nos Balcãs.

14. Londres a ferro e fogo. Britânicos fogem para outras cidades. Socialistas escoceses irrompem em defesa das minorias étnicas. Bethnal Green deixa de pertencer a Inglaterra.

15. Turquia invade Chipre. Grécia e Bulgária declaram estado de alerta máximo.

16. Nova aparição pública de líderes islâmicos que apelam à calma do mundo ocidental garantindo que os emigrantes islâmicos nada têm a ver com a Jihad.

16. Nasce um novo Paquistão.

17. Populações andaluzas e extremenhas batem em retirada para Madrid. Devolução do Al-Andalus a Marrocos. Apoio francês ao movimento de solidariedade para com os refugiados da guerra infame levada a cabo, obviamente, por Espanha.

18. Tchetchénia independente.

19. Invasão do Al-Gharb (Algarve, em português) pelos califas do Al-Andalus. Apoio do PSOE no âmbito da "alianza de civilizaciones".

20. Extinção de Israel e revolta interna em Nova Iorque contra habitantes judeus.

20. Líderes islâmicos insurgem-se contras as críticas americanas dizendo que toda a situação foi potenciada pelas invasões de territórios sagrados por parte de um país com tiques imperialistas. Apoio de partidos comunistas e socialistas.

21. Presidente da UE é líder da Al-Qaeda. Americanos expatriados da Europa.

22. A UE torna-se um Estado federado de religião oficial muçulmana com aplicação da lei Shari'a em toda a sua extensão através da MEDEA.

23. Conservadores americanos declaram guerra à Europa. Democratas americanos acham que é um desrespeito para com outra cultura, outros costumes.

24. Guerra civil nos EUA. Islâmicos e democratas lutam contra os conservadores com apoio da UE, especialmente dos líderes regionais do antigo eixo e dos descendentes de Zapatero em Espanha e Galloway em Inglaterra. Libertários americanos continuam a lutar pelo direito a fumar droga e pela liberalização da prostituição, abstêm-se da guerra afirmando que qualquer manifestação bélica do Estado é repudiável.

25. Extinção em massa de cristãos por todo o mundo. Todas as outras religiões são extintas pois são uma heresia e um desrespeito para com Alá. Democratas voltam a defender o regresso à escravatura.

26. Democratas, islâmicos e ateus vencem a guerra nos EUA. Ateus são alvo de genocídio em massa em caso de recusa perante a conversão. A declaração de independência de 1776 e a constituição americana de 1789 são destruídas. A bandeira americana é destruída. O mundo finalmente vive em paz e sossego sob a alçada de uma ideologia pluralista, liberal, tolerante e, acima de tudo, pacifista.


Portugal on fire

Esta imagem de satélite cedida pela NASA dispensa comentários.

A ler, os artigos indignados de João Miranda no Blasfémias, aqui e aqui.

A imagem é de ontem, 4 de Agosto. Veremos o que a NASA tem para nos mostrar mais tarde. Hoje acordei com o cheiro a queimado, podendo ver também um sol de cor vermelha. Há fumo por todos os lados mas não há incêndio nenhum. O fumo, simplesmente, é tanto que cobre várias áreas. Hoje há noite existiam 32 fogos activos.

Portugal em chamas

País a arder

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Thursday, August 04, 2005

Quando a crise aperta

Plano de emergência para emprego arranca hoje

Um "novo contrato de emprego" em França entra hoje em vigor, com um mês de antecedência em relação ao previsto, para tentar reduzir o desemprego. Os sindicatos contestam a medida e prometem manifestar-se em Setembro.

Dirigido às empresas com menos de 20 assalariados, a nova legislação permite, nomeadamente, despedir sem justificação especial, dois anos após o recrutamento. A medida aprovada na passada terça-feira por despacho especial, sem necessitar de ser debatida e votada no parlamento, está a ser contestada por parte da oposição e dos sindicatos.

Os sindicatos já revelaram que estão a preparar manifestações para a segunda quinzena de Setembro, porque o "novo contrato de trabalho acrescenta insegurança social e plano visa apenas manipular as estatísticas", argumenta Maryse Dumas, secretária da Confederação Geral do Trabalho. Também Jean-Louis Walter, secretàrio geral do sindicato CGC, afirma que "estas medidas não deverão melhorar a situação".

"Estas medidas vão produzir efeitos massivos contra o desemprego dentro de 18 meses", garantiu, por outro lado Jean-Louis Borloo, ministro do emprego.

É espantoso que quando a situação é de iminente de colapso se tomam medidas de liberalização. Já conhecemos o exemplo da China. Conhecemos também, há poucos dias, o exemplo da Rússia – dois países de núcleo duro colectivista que abrem zonas especiais para fazer a economia crescer um pouco. Agora temos o exemplo da França, que não é nada mais, nada menos do que o bastião do socialismo europeu. O governo francês tinha imposto já anteriormente uma medida que limitava as horas de trabalho a 35 por semana o que fez com que, de acordo com as estatísticas, a produtividade caísse 4,3%. No início do ano foi anunciado que a lei iria ser revista porque, obviamente, a França estava a perder terreno para as outras potências europeias. A taxa de desemprego por territórios de Monsieur Chirac tem andado a rondar os 10% quase de forma inalterada e surge agora esta medida como forma de a tentar reduzir. Uma medida que permite o mercado, e não o governo, decidir como são tomadas as decisões. Parece óbvio mas talvez os franceses preferissem ficar todos no desemprego a admitir que des anglais et des americains têm mais razão do que eles.

Wednesday, August 03, 2005

A Natureza do Espaço e do Tempo

Publicado, em versão adaptada, na revista "Pulsar" em Março de 2005

[Em co-autoria com Marco Robalo]

Introdução

A Natureza do Espaço e do Tempo

A teoria quântica de loops, ou gravidade quântica canónica (em inglês Loop Quantum Gravity) é uma teoria que tenta unir as aparentemente incompatíveis teorias da relatividade e de mecânica quântica através de um processo de quantificação do espaço-tempo (geometria quântica) embora de início o seu objectivo fosse apenas postular uma teoria quântica de gravitação. Partindo do conceito da independência de fundo (à semelhança da relatividade geral) a LQG assume igualmente uma quantização do espaço-tempo.

Nascida na década de 80, tem-se tornado ultimamente numa das teorias concorrentes das Teorias de Cordas – que igualmente pretendem unir a mecânica quântica com a relatividade geral – mais promissoras. Uma vez que a LQG parte de conceitos mais próximos à relatividade geral do que as teorias de cordas, que se baseiam essencialmente em física quântica, tem existido nos últimos anos uma discussão muito acesa na comunidade de física teórica, entre defensores de teorias de cordas e oponentes a estas teorias.

Outras leituras recomendadas para maior aprofundamento sobre a matéria (em inglês):

Lee Smolin, Three Roads to Quantum Gravity

Abhay Ashtekar, Gravity and the quantum

Lee Smolin, Atoms in Space and Time, Scientific American, January 2004

Carlo Rovelli, Loop Quantum Gravity, Living Reviews in Relativity 1, (1998)

Carlo Rovelli, Quantum Gravity, Cambridge University Press (2004)

Lee Smolin, Edge: LOOP QUANTUM GRAVITY, 2003

Abhay Ashtekar, Quantum Geometry and Gravity: Recent Advances

Lee Smolin,
How far are we from the quantum theory of gravity?

Tuesday, August 02, 2005

E o senhor? Tem referências?

Uma pequena nota para agradecer aos autores dos blogs The Guest of Time, O Observador e A Arte da Fuga por me terem referenciado.

Um agradecimento especial para os autores d’O Insurgente por terem colocado o meu humilde blog em destaque.

A preocupação americana

Na edição do Diário de Noticias de ontem aparecem vários artigos importantes sobre uma parcela da história contemporânea portuguesa que, infelizmente, muitos dos que andam por ai desconhecem verdadeiramente ou que simplesmente fingem saber. É bastante comum ouvir palavras de ordem de cariz comunista relembrando a “liberdade” do pós-25 de Abril. O DN vem hoje relembrar um pouco dessa “liberdade” tão evidente que até colocou os americanos de cabelos em pé já que Portugal era membro da NATO e estaria a seguir uma via comunista. Liberdade, de facto. Com alguns sectores nacionalizados para dar o poder ao povo, i.e., ao Estado, Portugal encaminhava-se provavelmente para uma desgraça ainda maior do que a ditadura precedente. Em plena Guerra Fria, os EUA preocupavam-se com um cancro dentro da própria estrutura ocidental. Aqui ficam as ligações dos artigos:

"Se os comunistas avançam podemos esmagá-los"

Portugal estava no centro das atenções da Administração norte-americana no período do Verão Quente de 1975. Henry Kissinger tinha a célebre teoria da vacina e chegou a achar que o País estava perdido para os comunistas. Mas foi convencido, nomeadamente pelo embaixador Frank Carlucci, e os Estados Unidos deram o seu apoio aos chamados moderados do regime, cuja vitória foi selada a 25 de Novembro. O receio americano de um domínio esquerdista em Portugal era tal que os oficiais eram afastados do grupo nuclear da Aliança Atlântica


Gravação Telefónica
O que Henry Kissinger dizia sobre Portugal



O 'DIáRIO DE NOTíCIAS' há 30 ANOS
Soares e 'os bacilos do fascismo'

Para quem costuma acompanhar as declarações feitas por Saramago nas suas visitas a Cuba, este artigo é verdadeiramente curioso.

Nem de propósito em artigo de opinião, o futuro Prémio Nobel da Literatura defendia a punição exemplar de quantos se opunham à escalada revolucionária. "Ou esta revolução se suicida ou esta revolução se recupera pela única via que lhe deixam aqueles que a querem liquidar: a violência exercida implacavelmente contra os responsáveis pela violência, quem quer que sejam", escrevia Saramago há 30 anos.

E mais uma vez, aparentemente, se confunde a noção de liberdade com libertinagem:

Outro título "Empregadas domésticas ocupam casa no Porto". Tratava-se do número 1003 da Avenida da Boavista, logo transformado em "centro polivalente de apoio às domésticas".

Como pode haver liberdade se não há respeito pela propriedade privada?

Um livro que se encontra publicado pela Editorial Notícias dá precisamente conta deste período da Revolução e da influência que os representantes americanos nela exerceram. A ler.


Os Americanos na Revolução Portuguesa
(1974-1976)
de Tiago Moreira de Sá

Sunday, July 31, 2005

93 anos de um prémio Nobel

Digam o que disseram os fanáticos socialistas e outros energúmenos de esquerda militante, o currículo profissional deste homem não deixa margem para dúvidas como se pode constatar neste Curriculum Vitae. Uma vida com sucessos dignos de fazer inveja a qualquer académico.

Um verdadeiro Chicago Father, fazendo jus ao nome das gerações seguintes de economistas que foram influenciadas pelas suas obras enquanto construtor daquela que é normalmente conhecida como a “Escola de Chicago”.

Muitos Parabéns pelo seu aniversário, Prof. Friedman. E muito obrigado pelo seu legado.

Friday, July 29, 2005

Ano de matrícula - 1984

Governo vai criar BI electrónico para veículos

O Governo pretende criar um sistema de identificação electrónica para veículos, arrancando ainda este ano com o concurso para a escolha da tecnologia a utilizar, anunciou, na quarta-feira, o secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, Paulo Campos.

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Parece que o Governo não está simplesmente contente com a ideia de implementar uma base de dados genética e decidiu também aplicar essa realidade aos automóveis – Huxley é insuficiente, adicionemos um pouco de Orwell. Argumentos? Os típicos: segurança, desburocratização, civismo Resultados? Maior controlo do Estado sobre o cidadão e um número maior de desculpas para aumentar a despesa pública.

Aprendam porque, ao passo a que as coisas caminham, os liberais não durarão para sempre: a retenção de informação por parte do Estado só beneficia o próprio Estado. Quanto ao cidadão, apenas é prejudicado, quer por uso indevido dos seus perfis quer pelo aumento dos custos governamentais que se reflectem sempre nos impostos e noutras taxas "mais indirectas".

A verdade é que se o próprio Orwell ressuscitasse hoje, morreria novamente. E desta vez não seria de tuberculose.

Comutação de propriedade?

Partidos movimentam-se em defesa de 'O Comércio do Porto'

(...)

A esta questão não tem estado alheia a proximidade das autárquicas. Os adversários políticos de Rui Rio (PSD) têm-se manifestado publicamente em defesa do jornal, criticando as escusas do actual presidente da câmara em desenvolver esforço para travar o eventual encerramento.

(...)

Francisco Assis, o candidato socialista, reuniu-se ontem com a direcção do diário e apelou aos empresários do Porto e à cidade para que segurem o título. O líder da distrital do PS/ Porto co-responsabiliza várias câmaras da área metropo- litana por não manifestarem a sua posição, visando em particular Rui Rio, que, em seu entender, "se desligou completamente da questão".

(...)

Para o bloquista, esta iniciativa pode, "pelo seu carácter simbólico, mostrar que estamos atentos e valorizamos aquilo que o Comércio representa" "um exemplo de pluralidade, atento ao jornalismo de investigação, que está a renovar-se e precisa de tempo para apresentar resultados", afirmou.

(...)

O líder da distrital do PSD/Porto, Marco António Costa, também declarou a sua preocupação, lamentando que a Prensa Ibérica "trate um jornal centenário como se de uma mercearia se tratasse".


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O meu respeito pelo Comércio do Porto (que nunca li) mas que sei ter colaboração com o Blasfémias como pode ser visto aqui. No entanto, a minha pergunta é simples. Após ler esta notícia fiquei a pensar, afinal quem é o proprietário d’ O Comércio do Porto? A Prensa Ibérica ou certos partidos políticos?